Sozinha em Marrakech

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DSC_0377 Marrakech tem toda a vibe jetsetter que a fez famosa mundialmente mas é uma cidade em que a maioria da população é composta por muçulmanos. E ser uma mulher viajando sozinha por lá não é perigoso mas também não é tão simples como zanzar por uma capital europeia, por exemplo.

As coisas mudaram por lá depois do atentado de 2011. Se, por um lado, hoje a gente vê mais “barbas” e ouve mais discursos fundamentalistas na cidade, por outro as turistas com pernas e ombros de fora já não são minoria e na vida noturna local muitas marroquinas saem com peças curtas e decotadas como nas mais cosmopolitas cidades do planeta. Também há mais pontos de policiamento e câmeras de fiscalização espalhadas pela Medina, aumentando a sensação de segurança.

Para evitar estragar seu passeio com preocupações excessivas com assédio ou segurança, vale ficar atenta ao seguinte:

Vestir-se discretamente. Sobretudo na Medina, que é um mundinho muito mais conservador e tradicionalista que outros cantos da cidade. Por mais que o calor de Marrakech seja às vezes sufocante, quanto menos chamativa for sua roupa, melhor. Você não está em St Tropez e sim num país muçulmano; vai encontrar um monte de mulheres completamente cobertas em toda parte. Respeito à cultura local é fundamental em qualquer viagem; e assim você fica confortável para circular por qualquer área da cidade.

Escolher bem o transporte. Evitar tomar qualquer táxi no meio da rua é pré-requisito de segurança na cidade. Eu só tomei táxis chamados pelo meu hotel e pelos próprios restaurantes e bares onde estive e recomendo muito que se faça o mesmo.  Se precisar mesmo tomar um deles no meio da rua, negocie o preço antes, de maneira firme, para evitar mal entendidos. Ter alguém à sua espera logo na chegada ao aeroporto, em meio ao mar de taxistas famintos por turistas no hall de desembarque, também é bastante recomendável. Vale também apostar naquele ônibus turístico de dois andares: são agora 3 rotas diferentes com uma infinidade de pontos de parada que vão das atrações turísticas mais comuns (como a praça Djeema al-Fna) aos lugares mais distantes,  como o Palmeirae ou o novo mall de Marrakech – e são 19 euros por pessoa para circular o quanto quiser por 48h consecutivas.

Sair à noite sabendo onde e como voltar.  Não é preciso ter medo de sair à noite sozinha, muito pelo contrário. A noite de Marrakech é das mais animadas do planeta e altamente convidativa. Mas vale escolher cuidadosamente os lugares que frequentará. Os bares mais hypadinhos da cidade ficam dentro de hotéis de luxo; assim você garante bebidas “seguras”, táxis de confiança na hora de ir embora e barmen que são um poço de informação cultural sobre a cidade. Os ótimos bares dos hotéis Four Seasons, Delano, La Mamounia e Sofitel são ótimas opções. Fora do circuitão dos hotéis de luxo, continuo achando o Bô-zin a melhor e mais segura opção na noite de Marrakech.

Andar determinado. A velha dica de sempre:  caminhe demonstrando saber exatamente onde vai mesmo que você não tenha a menor ideia  😉 Olhar pra frente e caminhar com passos firmes costumam afastar os mais mal-intencionados.  Embora os labirintos da Medina tenham ficado mais fáceis de explorar com suas novas placas indicativas, convém ater-se somente à parte turística da mesma.

No stress.  Não vale fechar a cara de preocupação ou cansaço com as bobagens que vai ouvir, especialmente na Medina. São diferenças culturais, não tem jeito. Tomando as precauções necessárias para sua segurança, é tratar de descobrir as coisas lindas que essa cidade vibrante oferece, do souk aos jardins, dos museus aos Palácios. Até porque férias e estresse não combinam  😉

*reedição de um texto meu publicado originalmente no Viaje Aqui

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.