Torres del Paine: o tour básico

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 0 Flares ×
O caminho já todo coberto de neve – e quem tiver um olho de lince vai ver que bem no tronco mais alto da cerca tem uma águia curtindo o visu

 Além dos tours exclusivos de cada um e do clássico “base Torres” (um trekking forte, forte, que dura o dia todinho – e sobrecarrega super os joelhos, principalmente na longa decida), normalmente, os passeios básicos ao parque Torres del Paine oferecidos pelos hotéis e pelas agências de Puerto Natales e arredores seguem um mesmo esquema: dar um rolê no parque, parar nuns 3 mirantes para fotografias, Salto Grande, Salto Chico e Lago Grey. E são, em geral, batizados de “full day”.

O dia tava amanhecendo com jeito de megablasterlindo; mas 15 minutinhos depois a paisagem já tava todinha cinza

 É assim que todo mundo costuma ser apresentado ao parque. E, nessa viagem-convite na qual eu embarquei agora no finzinho de maio, eu era a única do grupo que já tinha estado outras vezes na região; então nada mais correto que começarmos a viagem assim.

A gente pode ver isso 4, 5, 6 vezes e continua achando lindo como da primeira

 Saímos cedo, com o dia ainda escuro (no outono-inverno, o sol só dá as caras lá pelas oito da manhã) e ele começou a amanhecer lindão, tingindo o céu de rosa. Mas, mesmo minutos depois o tempo já estando feinho e cinza, nada tirou o jeitão-desbunde de qualquer passeio por ali – eu já disse e repito que parque de diversões pra mim chama-se Torres del Paine 😀

Lá vai o gaucho (sem acento messs) com suas vaquinhas e perros ovejeros

 Não importa quantas vezes eu já tenha visto o dito cujo antes, sempre entro nos “ohs” e “ahs” do passeio. Única coisa chata que, com o dia super nublado, as torres não deram as caras nem um tiquinho, deixando o grupo mezzo frustrado.

O maciço dando uma de difícil, se escondendo atrás das nuvens

 Para esse passeio, não é preciso muito abrigo, não; como são poucos momentos de caminhada e as paradas também são curtas – grupo desce, tira fotos, sobe de volta na van – ninguém precisa ir vestido todo “encebolado”, em mil e uma camadas, não.

Quaaaaase dava pra ver as ditas cujas

 Cada hotel ou agência tem o seu circuito, o seu itinerário. O bacana do nosso é que o guia foi fazendo o passeio conforme a nossa vontade – a gente podia pedir quantas paradinhas para fotografia quisesse 😉

As margens dos lagos já estavam todas congeladinhas

 A parada no Salto Chico, que eu adoro, não rolou. Mas pudemos ficar um tempão curtindo o visual alucinante – como o guia mesmo dizia – do Salto Grande, com aquela força impressionante das águas batendo nas rochas.

O cânion do Salto Grande…
… e o “salto” propriamente dito

 Lá pela uma e pouco fizemos a paradinha para o almoço. Eu vou falar do Remota, o hotel que nos convidou, em outro post. Mas já adianto que foi ele o primeiro hotel no qual me hospedei na região na minha primeira visita, anos atrás. E não é que eles continuam montando a mesa de picnic no meio do passeio linda, linda como faziam antes? Óin!

A mesa toda caprichada preparada pelos guias <3

 Depois do almoço rapidão, com direito a carne grelhada na cerveja in loco, cruzamos a ponte pênsil para o setor do parque chamado de Lago Grey.

Balança mas não cai: só seis pessoas podem atravessar a ponte por vez

 Atravessada a ponte, a gente faz a trilha pelo bosque que leva às areias escuras e super pedregosas que margeiam o lago que, obviamente, como seu próprio nome diz, tem uma cor bem acinzentada.

O lago Grey, ao fundo, todinho tomado por pedaços de gelo desprendidos do Glaciar

 O lago, na verdade, ganhou esse nome porque é formado pelo degelo do Glaciar Grey, um dos maiores glaciares do continente americano. A gente pode ver bem o glaciar tanto da margem do lago quanto do mirante que fica no alto de uma das montanhas que o ladeiam; mas pra ver bem, bem nítido, o legal é tomar o catamarã que todos os dias leva até bem pertinho do dito cujo num passeio de 3h duração (obrigatório reservar antes).

Quem quiser ver mais cantinhos do parque que normalmente são vistos nesse passeio basicão, e também dar uma comparada na paisagem de inverno e verão, pode ver nas fotos e nos posts publicados aqui sobre minhas quatro viagens anteriores para lá. Ou utilizando, é claro, esse menuzão de tags aí na lateral direita do blog 😉

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 0 Flares ×

About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.