Um dia com guia em Istambul

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As peculiares casas de madeira de Edirnekapi

 Eu não gosto de excursão, não mesmo. Um monte de gente que os guias nunca conseguem controlar, paradas de 2h em lojinhas insípidas e rapidérrimas em atrações, isso me dá nos nervos. Participei de pouquíssimas e posso contar nos dedos de uma mão as que foram satisfatórias (na verdade, só de viajar em turma grande eu já fico apreensiva: é sempre muita gente envolvida pra se chegar num acordo sobre horários, onde almoçar, onde ir, onde parar etc).

Edirnekapi

 Mas tem horas que a gente precisa pedir socorro; sobretudo quando a gente quer ir a lugares que chegar por conta própria é complicado. E foi isso que eu fiz em Istambul : passei um dia inteirinho com uma guia da empresa local Aida Tours (fiquem de olho nesse nome, porque eles estão interessadíssimos nos brasileiros!) e adorei.

Olha o detalhe da casa antiquíssima em Edirnekapi: porta e paredes de madeira, escada de azulejos

 Eu queria fazer coisas diferentes. Claro que eu já tinha visitado de novo Haya Sofia, Mesquita Azul, Cisterna etc, que são lugares incríveis e acho que valem a RE-visitação. Mas eu tava MALUCA pra ir a Chora, que eu não tinha conseguido visitar em 2009. E subir a colina de Pierre Loti. E ficar à beira-mar em Ortokoy. Dentre outras cositas más.

Chora vista por fora, imponente

  E queria tudo isso no mesmo dia, de preferência, pra otimizar o tempo.

Os mosaicos de Chora, divinos – e muito bem conservados, pós Cruzadas e tantos séculos

Claro que é uma alternativa combinar um preço X com um taxista por um dia inteiro (eu mesma fiz isso na Tailândia). Mas negociar com taxistas em Istambul é dureza, ainda mais desacompanhada.

Essa cúpola não é divina???

 Então achei ótima a ideia do pessoal da Aida de me levar pra passear fazendo o roteiro que eu quisesse. Porque eles trabalham justamente assim: não vendem pacotes; só roteiros personalizados. A pessoa manda email, conta o que tem em mente, e eles executam do jeitinho que foi pedido.

Chora

 E foi assim mesmo: o roteirinho seguiu exatinho como eu queria, sem pressa, sem correria, só eu e a guia – a Ozen, uma graça de turca que fala espanhol fluentemente e tem um bom português, por sinal – explorando os cantinhos que eu queria conhecer.

Muitos dos mosaicos de Chora contam vida e morte de Maria

 Ela teve a maior paciência em me explicar mosaico a mosaico na MAGNÍFICA igreja de Chora – e maior paciência de me esperar um tempão do lado de fora enquanto eu pirava com aquelas imagens todas e fotografava aqui e ali (PELAMORDEDEUS, incluam Chora no seu roteiro; das coisas mais lindas que já vi na minha vida, serião)

Porcelanas com desenhos únicos, feitos à mão, uma loucura

 Aliás, o bairro de Edirnekapi, onde fica Chora, é muito diferente, com casas de madeira bem coloridas, que valem muito o passeio – e é O lugar para quem quiser comprar louças e porcelnas.

E a vendedora, super paciente, me explicou todo o processo de confecção das peças únicas

Istambul vista da Colina de Pierre Loti

 Subimos ao topo da Colina de Pierre Loti – que tem esse nome, claro, por causa do escritor homônimo que amava subir ali para tomar seu cafezinho e inspirar-se com Istambul a seus pés – e ela me mostrou uma lojinha escondida incrível (“venha ver isso que você vai gostar”), que vende as obras do escritor em trocentas línguas diferentes e tem imagens divinas da Istambul de outros tempos (dá pra subir de carro ou de teleférico).

Olha minha guia, a Ozen (faltam tremas no O), pura simpatia

O café da colina é maxi romântico

Inúmeros stands vendem sobremesas coloridíssimas lado a lado em Ortokoy

 Quis fazer a parada do almoço num dos muitos barzinhos e restaurantes de Ortokoy (me faltam aqui algumas tremas, sorry) e ela se encarregava de falar ali, e pedir as coisas, e tal, pra eu me sentir o mais “local” possível  – e, claro, ainda me sugeriu o que experimentar (comi kumpir, as tradicionais baked potatoes do bairro, com uns mil e quinhentos ingredientes diferentes como recheio). E zanzei montes pelo bairro.

As ruelas de Ortokoy são puro convite ao passeio descompromissado

De dia, um café ao lado de outro, e muitos restaurantes; à noite, vira tudo bar agitadíssimo

E o povo vê a vida passar à beira-mar

Bela vista pra almoçar, não?

E a tal batata assada gigante do bairro

 E depois ainda passeei mais um monte naquele dia- do meu jeito, no meu ritmo, mas com alguém local que entendeu rapidinho que tipo de coisa me interessava e que tipo de coisa não. Foi tão legal, e tão proveitoso, que no final do dia já estávamos trocando emails :-))))))

Recomendadíssimo.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.