Um dia em St.Maarten

20 Flares Twitter 3 Facebook 17 Google+ 0 Pin It Share 0 20 Flares ×

DSC_0015 O que ver e fazer numa escala de cruzeiro na ilha (e palpites para quem esticar a estadia)

 

Sempre disse que Caribe era um bom lugar para fazer cruzeiro, já que a gente pode conhecer várias ilhas numa mesma viagem sem ter que se preocupar com o deslocamento entre elas, que costuma ser a parte mais “perrengosa” da viagem. Conhecendo um pouquinho de cada ilha num cruzeiro, a gente consegue ter uma espécie de termômetro de qual (ou quais) valeria a pena voltar para uma temporada.

St. Maarten

St. Maarten

Eu já sabia de antemão que me encantaria por St. Maarten (ou St Martin, tanto faz).  Das muitas ilhas caribenhas, essa sempre tinha estado na minha wish list, fascinada pela ideia de uma mera ilhota ainda ser dividida em uma parte holandesa e outra francesa, com duas línguas, duas moedas, duas heranças arquitetônicas e tal. E em ambos lados, é claro, aquele marzão caribenho divino.

St. Maarten

E me encantei mesmo antes de desembarcar do navio numa ensolaradíssima manhã do final de agosto, quando o navio entrou se preparava para aportar em Philipsburg (no lado holandês) ladeado por vários barcos menores num mar esmeralda. A temperatura beirava os 35 graus centígrados e eu, que definitivamente não lido bem com clima muito quente e úmido, nem estava lá me importando muito.

St. Maarten

A ilha é pequena e, de carro, sem paradas, leva-se cerca de 2h30 para contorna-la. Quem desembarca de um cruzeiro ali tem pouco tempo para ver tudo o que ela oferece, definitivamente. A nossa escala, das 8h30 às 16h30, foi definitivamente insuficiente – mas deixou essa vontade consolidada de voltar pra ilha num outra oportunidade, por uma semaninha.

St. MaartenSt. Maarten

A maioria dos cruzeiristas toma ali no porto mesmo (uma graça de porto, super bem cuidado e com trenzinhos que fazem gratuitamente o trajeto navio-saída) uma van (US$8) para ir a Maho, a famosa “praia do aeroporto” que virou celebridade graças aos vídeos de gente (e carros) rolando na areia e no mar  em decolagens de grandes aeronaves por ali. A praia é uma calha gostosinha, de água temperada, ainda que de tombo e cheia de pedras na areia; conta com serviço de praia de duas barracas, uma em cada ponta. Para quem faz questão de ver os aviões passando pertinho das pessoas, vale saber que entre meio-dia e duas da tarde é o horário de maior tráfego e com as maiores aeronaves (Air France, KLM, American etc) – e também o horário em que a praia fica mais muvucada, exatamente por esse motivo.

O porto, todo ajeitadinho

O porto, todo ajeitadinho

A "tábua de voos" do dia em Maho ;)

A “tábua de voos” do dia em Maho 😉

 

O aviso em Maho com o qual os turistas não se importam

O aviso em Maho com o qual os turistas não se importam

Um avião de médio porte pousando em Maho

Um avião de médio porte pousando em Maho

Outros tomam a van (US$8) à bela Orient Beach que, mais ampla, larga, e com areia e mar bem mais gostosos e variedade de serviço de praia em várias barracas diferentes; os demais jornalistas, meus companheiros de cruzeiro, ficaram em uma das barracas por ali e adoraram, inclusive porque também tinha wi-fi de qualidade e gratuito :mrgreen:  Mas ali, mesmo que você esteja só de passagem (como eu estava), é impossível não entrar na água nem um tiquinho – é divina.

Além de toda a história,arquitetura e diferença dos lados francês e holandês, St Marteen ainda tem esse mar <3

Além de toda a história,arquitetura e diferença dos lados francês e holandês, St Marteen ainda tem esse mar <3

St. Maarten

Vai uma cervejinha? :P

Vai uma cervejinha? 😛

St. MaartenEu queria ver mais da ilha então entrei num tour logo cedo para rodar ao máximo os lados holandês e francês e ter uma ideia geral do que ver e fazer na minha próxima visita. Há três maneiras de fazer esse tour: embarcar num dos pacotinhos oferecidos dentro do navio (caros e realizados em ônibus grandes com quase 50 passageiros em cada); alugar um carro e fazer o passeio por conta própria; ou, melhor de todas na minha opinião, gastar uns dez minutos discutindo preços com um taxista até chegar num valor que te pareça razoável para ele leva-lo para um giro pela ilha, parando aqui e ali para fotos, footing, almoço e até um banhinho de mar.

St. Maarten

Pescaria infantil

Pescaria infantil

St. MaartenApesar de St. Maarten estar ficando famosa pelos restaurantes mais descoladinhos, de comida fusion, que se instalaram por lá, eu quis apostar em algo mais “de raiz” para meu almoço e fui para o muvucado The Sky´s the limit, no final da Grand Case, considerado o precursor de toda a onda gastronômica da ilha. Achei o lugar super, super, super simples e bem overpriced pela comida caseira ok que serve (média de 17 euros o prato feito), mas valeu pela experiência.

St. Maarten

St. Maarten está em franca expansão: novos empreendimentos imobiliários estão sendo finalizados e novos hotéis também estão vindo por aí, como a gente consegue ver nas obras espalhadas por diferentes pontos passeando pela ilha. Além de receber voos diretos dos EUA, França e Holanda diariamente, dizem que o governo está negociando com a Copa Airlines para transformar a frequência dos voos originados na Cidade do Panamá (os mais curtos para os brasileiros) em diários também na virada do ano.

Achei, pelo pouco que vi, a ilha bastante segura e acolhedora (inclusive para mulheres viajando sozinhas).

St. Maarten

Para quem gosta de arquitetura, ambos lados, holandês e francês, são prato cheio, encantadores.  O lado francês conquista nos arredores da Marina e da praia de Marigot, com direito a várias casinhas coloridas (em geral convertidas em restaurantes de comida típica), feirinha de artesanato e souvenirs e o vai-e-vem dos barcos, entre outras fofuras. Têm até um mall chamado West Indies.

St. Maarten

Marigot

Marigot

St. Maarten

Feirinha

Feirinha

No lado holandês, o centrinho de Philipsburg, que fica pertinho do porto, é uma delícia para caminhar; foi ali que encerrei meu dia de passeios pela ilha: tem uma feirinha legal e uma promenade bem legal, entre a areia da praia e as lojinhas mil apinhadas dos dois lados das ruas estreitas.  Caminhar pela Old Street é programa legal.

St. MaartenSt. MaartenSt. MaartenSt. MaartenSt. MaartenSt. Maarten

Para quem for tomar as vans que fazem o trajetinho das praias (Maho e Orient são as mais procuradas) vale o alerta para ser firme na negociação com os taxistas: turistas reclamam eles dizem um preço na subida na van e exigem outro valor (maior, é claro) quando chegam ao destino. O serviço de “water taxi”, que por 7 USD te deixa fazer viagens ilimitadas, é muito mais legal mas também muito mais limitado (não chega às áreas e praias mais distantes).

St. MaartenSt. MaartenSt. Maarten

Para quem fica na ilha por mais tempo, vale saber que a badalada St. Barths e a diminuta Anguila ficam, literalmente, “logo ali” em St. Maarten. Leva-se menos de uma hora em barco para chegar em qualquer uma delas, o que permite bate-e-voltas interessantíssimos se alguém quiser variar os cenários.

20 Flares Twitter 3 Facebook 17 Google+ 0 Pin It Share 0 20 Flares ×

About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.