Um dia em Valle Nevado

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 Na primeira vez que fui a Valle Nevado (há 10 mil anos atrás, como diria Raul), fiz o clássico dos brasileiros: o passeio bate-e-volta, tour de um dia. Depois, no ano passado, tive o grande prazer de ficar hospedada quatro dias num dos hotéis do complexo para poder desfrutar a estação de ski como se deve.

Famílias com crianças de todas as idades são maioria por lá

 Nessa viagem a trabalho de agora, o nosso itinerário com a CTS incluía o mesmo tour de um dia a Valle que a maioria dos brasileiros compra quando visita Santiago pela primeira vez. Então lá fomos nós girando, girando, girando por aquela linda estrada de 57 curvas que leva até o topo do complexo.

 Do dia nubladaço da primeira curva fomos transportados a um céu azul com solão lindo de morrer lá no topo. Chegamos às 10h, quando Valle ainda está praticamente adormecido, com quase ninguém nas ruelas e pistas – ali a coisa esquenta sempre depois do meio-dia.

 Valle Nevado recebe mais de 40 mil brasileiros a cada ano. A maioria dos brasileiros que compra o passeio de um dia às estações de ski nem sequer chega a esquiar; vai mesmo só pelo primeiro contato com a neve e para curtir a vibe da estação – que, convenhamos, é mesmo legal, com aquele monte de gente colorida tomando cafés, chocolates quentes e vinitos bajo el sol, nos terraços debruçados sobre a neve, observando o ir e vir dos “atletas” nas pistas.

Almocinho supimpa no Don Giovanni…
… e papo com os amigos nas terrazas do café

 Recomendável esquiar no tour de um dia não é mesmo; com a diferença brusca de altitude e pressão (ali estamos a mais de 3 mil metros), os médicos sempre recomendam que no primeiro dia não se faça esforços físicos em geral até que o corpo se acostume com a mudança de ambiente. Mas quem está a fim de aproveitar as poucas horas arriba para esquiar, não se arrepende, não – conheço gente que se empolga taaanto que até confunde as pistas verdes com as vermelhas :-)))))

 Quem vai esquiar é dirigido para o novíssimo complexo da Curva 17 – tá lindo, e imenso! e ano que vem começará a funcionar, enfim, o tão esperado bondinho que sairá dali – onde está tudo automatizado: você preenche num computador sua idade, peso, altura etc e os caras já te entregam esquis (ou pranchas de snow), botas e bastões tudo sob medida. 

 Logo em frente, fica uma lojinha pra quem quiser alugar roupa: calças, jaquetas, luvas, capacetes, óculos, bota de caminhada etc (as novas peças chegaram esse ano e estavam tão novinhas que várias ainda tinham o plastiquinho da etiqueta; o preço de aluguel de uma jaqueta para um day use, por exemplo, é de 24 dólares; um equipamento completo para ski, US$57).

No complexo principal, fica também a escola de ski. Ali é possivel agendar a aula no dia mesmo, não importa o nível; tem em formato grupo e particular. Quem já tem experiência, pode só comprar um daypass – entre 60 e 80 dólares, dependendo da época, e que dá direito aos meios de elevação e talz – e já sair esquiando. Ao todo, são 41 pistas com 40km de extensão no total, entre principantes (10%), intermediários (36%), avançados (33%) e experts (21%).

 Quem não tá mesmo a fim de esquiar não se aperta, não. Pode fazer a divertida caminhada de raquetes sobre a neve para ter um contatinho com as pistas, comer muitíssimo bem no ótimo italiano Don Giovanni (menu completo de 3 passos mais café por 22 mil pesos), curtir os standes promocionais, passar umas horinhas no Bar Lounge, ou no café da terraza, ou whatever: espaço ali em cima não falta (aliás, esse ano foi instalado ali até um providencialíssimo mini market!).

Na volta, a dica é ficar de olhos bem abertos para admirar o lindo cair da tarde na cordilheira (com direito a #pinksky e tudo) e ver as raposinhas fofas que margeiam as curvas. 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.