Vancouver express

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Chegando em Vancouver de navio, ao amanhecer

O cruzeiro pelo Alasca no Silver Shadow, que tinha começado láaaaa em Anchorage (e sobre o qual você pode ler aqui) terminou já em terras canadenses, na linda cidade de Vancouver.

A nova zona portuária, a torre Lookout e o estádio olímpico lá no fundo, à esquerda

Foi minha primeira vez ali e eu já mezzo que caí de amores por Vancouver quando o navio começou a entrar em sua baía, bem cedinho, com os primeiros raios de sol se deixando refletir nos edifícios da cidade. Aproveitei para ficar dois dias ali antes de voltar para casa – e teria ficado mais, não fossem os voos lotados para o Brasil nos 3 dias subsequentes à minha partida.

Em Gastown

Vancouver é mesmo encantadora. O novo porto é lindo, com direito à promenade, mirantes e até um shopping ali mesmo; a cidade é uma graça e muito fácil de explorar à pé; e ela ainda tem muito, muuuuito verde em toda parte e é super bike-friendly.

Ui!

Fiquei hospedada no ótimo Le Soleil, um hotel boutique mais ou menos novo em downtown tão pertinho do porto (4 quadras!) que eu fui à pé do desembarque até lá (a maioria dos hóspedes do cruzeiro ficou hospedada no lindo Four Seasons Vancouver e no clássico Fairmont, também ambos praticamente ao lado do porto). Hotel bom, quartos super espaçosos (todos têm saleta separada), serviço super simpático, wifi grátis e localização excelente, que me deixou fazer quase tudo à pé, uma maravilha. Anexo ao hotel fica um bom restaurante (o Cooper Chimney, barato e lotado, sobretudo na happy hour) e é ali que eles servem o café da manhã à la carte, incluído na diária (a gente recebe voucher no check in).

Ahá! Flagrei o Silver Shadow ainda ancorado no porto, no canto esquerdo da foto 😉

O centro é muito fácil de explorar. Os moradores costumam brincar que ali da Hornby St (que era justamente onde ficava meu hotel) basta andar meia hora num raio para qualquer lado que você termina de explorar a ilhota central. E não é exagero: dá pra caminhar (ou pedalar, e são vários os pontos pra aluguel de bikes) para qualquer canto, numa boa.

Stanley Park: imperdível…
… e também tem totens aos montes! 😉

Do meu hotel, eu caminhei por toda a região chamada de Robson atrás dos (agora) famosos food trucks da cidade, bisbilhotei o comércio (o Pacific Centre Mall e o Royal Centre Mall ficam bem por ali, e há outras inúmeras outras lojas em Yaletown), fui à bela (e enorme) Vancouver Art Gallery, a Vancouver Public Library, percorri a Water St em GasTown até o antigo relógio a vapor (nas ruas de Gastown há muito artesanato à venda também), zanzei pelo West End e dei até um pulo rápidão em Chinatown.  E aproveitei para me deliciar com os chás e quitutes da fofa, fofa, fofa The Urban Tea Merchant, representante oficial da adorável TWG no Canadá (curti tanto que vou fazer um outro postzinho só pra ela).

Fiz um passeio bem legal com a Tour by Locals numa tarde para conseguir me deslocar para os cantos mais afastados ganhando tempo. Gostei mesmo. Pontuais, super solícitos, cheios de informação, educadíssimos.  E me contaram sobre várias coisas que nem estavam no programa, como o curioso (e bastante controverso) sistema de apoio aos viciados em drogas da cidade.

Basta pegar um ferry (4 dólares) para chegar a North Vancouver

Com eles eu fui ao belíssimo (e enorme!) Stanley Park: o parque é tão bacana que dá pra curtir à pé, em bicicleta ou de carro e há espaço pra todo mundo, de esportistas à famílias com bebês. O dia estava lindo e um monte de gente se refastelava ao sol, deitados sobre a grama verdinha, verdinha; e, além do lugar ser lindo por si só,  a vista de Vancouver dali é sensacional.

Um pedacinho da imensa ciclovia que está por toda a cidade
Árvores que são pura história (e resistiram – assim, assim – a uma tempestade terrível há alguns anos)

Depois atravessamos até Sunset Beach para tomar um dos False Creek boats para ir a Granville Island. Fiquei a-pai-xo-na-da por Granville. Um outro mundo. A gente já desce do diminuto barquinho (a jornada é carinha, ida e volta por cerca de 6 dólares, numa travessia que dura minutinhos) com música ao vivo tocando (curiosidade: somente músicos cadastrados e aprovados podem tocar nas ruas de Granville!).

Sunset Beach
Um dos barquinhos que fazem a travessia a Granville Island

Depois, a ilha é dividida em zonas, compondo um grande mercado para quem quer fazer feira, comer ou levar comida pronta para casa (há diversos restaurantes das mais diversas etnias por ali), comprar decoração para casa, itens para crianças e mais uma série de mercadorias – tem até a Broom Co, uma loja que só vende… vassouras! Tudo muito limpo e organizado, com muito espaço para convívio ao ar livre: mesas de piquenique, bancos de praça, gazebos etc. Tem até hotel, universidade e casa de tarô 😀 E False Creek é queridinha também de quem curte caiaques.

Vai uma vassourinha aí? 😛

O transporte público em geral funciona super bem (inclusive o SkyTrain, para ir ao aeroporto) e as heranças olímpicas estão por toda parte, inclusive no belo estádio que se vê de muitos pontos da cidade. Há também ônibus escolares antigos convertidos em ônibus que fazem rotas distintas de city tour pela cidade.

Para o jantar, duas recomendações: o hypado Yew Seafood and Bar (dentro do Four Seasons Vancouver, que vale no mínimo pelos drinks excelentes do mixologista Justin Taylor e pelo pé direito altíssimo); e o super relax Forage Restaurant , no West End, para provar as delícias do chef Chris Whittaker (o flat bread é ma-ra-vi-lho-so) acompanhadas dos vinhos locais (sim!) e cervejas artesanais servidos ali.

O meu quarto no gracinha Le Soleil

Para ver a cidade do alto e num alcance panorâmico, o negócio é subir no Vancouver Lookout (16 dólares) que fica bem pertinho do porto, no Harbour Center.  Para fazer como um morador local, vale pegar o SeaBus na Waterfront Station e cruzar no ferry até North Vancouver, 15 minutos distante – do lado de lá fica o Lonsdale Quay Market.  Para quem for durante o inverno, dizem que a boa é escapar a Grouse Mountain.

O antigo relógio à vapor (que hoje funciona motorizado mesmo)
A bela Vancouver Art Gallery
O famoso (e controverso) Japadog

No mais, fiquei surpresa em encontrar uma cidade tão eco-friendly (os lembretes de consciência ecológica estão por toda parte, espalhados na cidade, assim como as lixeiras; e a qualidade e a extensão da ciclovias são mesmo louváveis) e de gente tão amigável, numa mistura étnico-cultural impressionante, com enormes comunidades de imigrantes, que me lembrou uma das coisas que mais gostei em Toronto .  Pena que foi tão rápido; quero muito voltar.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.