Os encantos de Vernon, Canadá

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Porque a bela Vernon vale a escapada desde Vancouver , Canadá

 

 

 

 

 

Não à toa, Vancouver é considerada por muita gente uma das mais bonitas cidades do mundo. E eu engrosso o coro. Não apenas linda, mas um destino eco-friendly (Vancouver que ser a cidade mais verde do mundo até 2020), plural, democrático, cheio de atrações – e onde ainda por cima se come muitíssimo bem (cada vez melhor, aliás). Eu já falei dela aqui antes e poderia fazer outros inúmeros posts para falar das belezas e das incríveis atrações da cidade. Mas hoje eu quero falar sobre como complementar uma viagem a Vancouver com uma escapada perfeita à idílica Vernon.

Localizada no mesmo estado de British Columbia, Vernon é uma das cidades do Lake Country, banhada por lagos incríveis como o belíssimo Okanagan Lake. Para chegar lá desde Vancouver há uma estrada cênica incrível, com paisagens lindas se descortinando a cada curva – mas são pelo menos 4 horas de viagem. De avião, é só um pulinho: menos de 50 minutos do aeroporto de Vancouver até Kelowna, o aeroporto na cidade homônima vizinha a Vernon.

Há ampla oferta de tours e excursões em Vernon e em toda a região do Okanagan Lake; mas convém alugar um carro para percorrê-la mais a seu gosto e no seu ritmo, e dá pra recolher e entregar o carro ali mesmo no aeroporto de Kelowna. Dirigir na região é extremamente fácil e prazeroso, com pistas simples mas muito bem sinalizadas e vistas incríveis das montanhas, vinhedos e lagos o tempo todo no nosso horizonte.

 

Natureza exuberante

Vernon é a mais antiga cidade do Okanagan Valley, incorporada oficialmente em 1892. A cidade em si é pequenininha, com menos de 40 mil habitantes – e um encanto, com gente muito sorridente e hospitaleira, jeito de cidadezinha perdida no tempo, mas com direito a muitos restaurantes, cafés cheios de charme e belíssimos murais grafitados em paredes e muros do centrinho (são 26 no total e dá pra pegar um mapinha para fazer um tour auto-guiado por eles no escritório de turismo local). Embora a cidade seja só sossego dia e noite, há mais movimento na 30th Ave, que reúne diversas lojas, restaurantes e cafés.  Há também bons museus, como o Science Centre e o Vernon Museum.

Se ali o homem não fez muita coisa, a natureza foi extremamente generosa. Além do Okanagan, Vernon também é banhada pelos lagos Kalamalka e Swan – e, por isso mesmo, é paraíso também para apreciadores de esportes de aventura nestas águas durante os meses do verão. A região está repleta de parques, com destaque para os belos Polson Park, Ellison Provincial Park e Silver Star Provincial Park. Uma visita ao Allan Brooks Nature Center também cai muito bem.

Hoje, Vernon vive basicamente do turismo. Suas montanhas atraem mountain bikers e alpinistas e há trilhas para bike explorando o histórico Grey Canal.  No inverno, o Silver Star Mountain Resort é famoso pela neve “champagne powder” e fica a meros 22km do centrinho de Vernon, compondo uma opção para esquiar ou simplesmente curtir a neve bem factível. Há imensa procura por pesca e golfe também.

E Vernon ainda tem atrações curiosas, como  a Davidson Orchards Country Village, um complexo meio kitsch em meio a uma das maiores propriedades agrícolas da região, vendendo desde frutas e legumes a tortas e congelados feitos com eles (e tem a maior variedade de maçãs que já vi na vida. Disclaimer: apesar de estar sempre apontado como uma das principais atrações da cidade (oi?), pode ser um programa bom para quem viaja com crianças, mas para adultos é absolutamente dispensável.

Neste caso, muito, mas muuuuuito mais legal é, entre uma visita a vinícola e outra ou entre uma trilha e outra, parar em um dos diversos pequenos produtores de frutas orgânicas (maças, morangos etc) – todas as fazendas contam com “lojinhas” que vendem seus produtos in natura e também em forma de geleias, compotas etc.

 

 

 

Vinhos e destilados

Mas, sendo bem franca, eu escapei para alguns dias em Vernon mais interessada em seu segundo mais famoso atributo: depois da exuberância natural, a cidade é cada vez mais reconhecida por suas vinícolas e produtoras artesanais de destilados.  Os vinhedos são paisagem onipresente enquanto a gente passeia por lá; e o enoturismo está muito bem estabelecido, com as vinícolas super bem organizadas para receber turistas para degustações. Na maioria delas, não há visita da propriedade mas as degustações são gratuitas, com a gente mesmo podendo escolher de uma lista disponível que vinhos quer experimentar, como na Gray Monk Estate Winery.

Para visitar as vinícolas – são muitas! – é necessário que alguém fique abstêmio para dirigir, usar táxis ou contratar um dos muitos tours disponíveis na cidade. Dá pra pegar diversos contatos tanto de táxis como de operadores que fazem esses tours nas recepções dos hotéis ou no escritório de turismo no centro da cidade – há opções de tours em grupo ou privados em vans e até opções de tours em helicóptero pelas vinícolas).

Para comer, Vernon também tem ótimas opções, incluindo diversos restaurantes japoneses, italianos, mexicanos etc no centrinho. Mas achei ótima pedida aproveitar para almoçar todos os dias em alguma das vinícolas que visitava, para também aproveitar da paisagem que se descortina na maioria de seus restaurantes panorâmicos – como o visual incrível do Grapevine (com direito a ótima comida).

No quesito bebidas artesanais, fiquei surpresa com a quantidade de produtores independentes de cervejas e, sobretudo, de destilados. Mas esta parte ainda não está muito desenvolvida para o turismo: a gente pode provar as cervejas e bebidas locais nos bares, mas são pouquíssimos produtores que abrem para visitas turísticas. A melhor visita que fiz foi sem dúvidas na ótima Okanagan Spirits, que mostra ao visitante todo o processo de produção de seus destilados, com a tradicional degustação no final – incluindo suas premiadas vodcas.

 

 

Hospedagem

Na cidade, há hotéis dos mais distintos estilos e faixas de preços, incluindo também albergues e b&b´s. Há ainda opções bem pitorescas e charmosas de aluguel de temporada tipo airbnb, mas daí normalmente para estadia mais longas, de pelo menos uma semana. Fora dos limites da cidade, já nas partes mais altas das montanhas, ficam opções mais upscale de hospedagem, incluindo algumas com imensos campos de golfe, como Mission Hill e Predator Ridge.

Mas Vernon tem também ampla variedade de spas e day-spas na cidade, e a opção mais hypadinha de hospedagem na cidade é justamente o hotel que tem o maior de seus spas: o premiado Sparkling Hill, construído em parceria com a Swarovski que conta com mais de 3,5 milhões de cristais espalhados por toda a propriedade.

Foi ali que fiquei hospedada durante meus dias na cidade. O hotel, com um design realmente incrível e surpreendente, por dentro e por fora, fica no alto de uma das montanhas, bastante afastado do centro – carro alugado ou uso de táxis faz-se absolutamente necessário para qualquer coisa que se vá fazer fora da propriedade. Apesar de toda a super divulgação que fazem como “hotel de luxo” e da pompa do lance dos cristais (que sim, a gente vê toda hora em algum lugar, inclusiva no corrimão das escadas), o hotel não é caro: as diárias geralmente giram em torno dos 200 dólares canadenses.

O design caprichado e cheio de vidro privilegia o tempo todo a luz natural e as vistas para as montanhas e lagos que o rodeiam. Há diversas varandas públicas para contemplar a paisagem e a luz entra generosa em todo canto, seja no restaurante, no lobby ou no charmoso mezanino para relax. Os quartos (149 no total) são bem espaçosos e todos com uma vista absolutamente privilegiada da montanha Monashee e/ou do Okanagan Lake e muitos deles incluem também uma banheira bem de frente para os janelões que vão do chão ao teto.

Mas, mesmo sendo bastante bom, o padrão de serviços que oferecem no geral não é exatamente compatível com hotéis de luxo. Falta eficiência e amabilidade nos funcionários da recepção e o café da manhã, servido no PeakFine em estilo buffet tradicional e incluído nas diárias, é bastante barulhento, bagunçado e confuso, com a equipe demorando muito tempo para repor itens em falta e/ou para prestar atenção nos hóspedes que estão há tempos tentando conseguir um refil de café, leite ou chá (que só podem ser servidos pelo staff) nas mesas. No jantar (fiquei numa das noites para jantar lá) o serviço é infinitamente melhor, mais simpático e mais eficiente. E o hotel conta também com o Barrique & Java, um simpático café que faz bico também de restaurante de tapas à noite.

A maior vedete do hotel é sem dúvida seu KurSpa, o maior spa de todo o Canadá, com mais de doze mil metros quadrados de área total – é ele que atrai a imensa maioria de seus hóspedes e diversos turistas em busca de um day use. Os hóspedes têm acesso livre à área úmida do spa, que inclui piscina interna, piscina externa, jacuzzi, circuito Kneipp e saunas, além das belas salas de relaxamento – os tratamentos, que incluem até a disputada crioterapia, são todos pagos à parte. Disclaimer: o senão é que o spa costuma ficar tão, mas tão lotado que em boa parte do dia fica difícil relaxar. Os melhores horários na minha opinião são logo cedo (eu ia às 7h, antes de tomar café, e tinha a parte das piscinas praticamente só pra mim por uma hora inteira) ou à noite.

Gostei muito do design e adorei o quarto ultra silencioso, que parecia imerso nas montanhas verdejantes. Mas acho que o que eu mais gostei, na verdade, foi aproveitar a natureza que rodeia a propriedade através das diversas trilhas, de diferentes extensões e níveis de dificuldade (incluindo várias fáceis), que demarcaram.

Todas elas saem da portaria do hotel mesmo e são super bem sinalizadas (há também um mapinha entregue aos hóspedes para facilitar o percurso) – um programção para quem quer simplesmente caminhar pela montanha lotada de verde contemplando a vista e respirando ar puro.

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.