Viña Vik, Chile

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VinaVikUm mix perfeito entre hotel boutique, cordilheira e vinhedos para escapar desde Santiago do Chile

 

 

 

 

É bem possível que você já tenha lido sobre hotéis do grupo Vik Retreats aqui. Primeiro falei da sensacional Estancia Vik, depois do modernoso Playa Vik, ambos no Uruguai. Agora aproveitei que precisava gastar umas milhas aéreas que iam vencer para conhecer o mais novo deles, o Viña Vik, no Chile (tem também o Bahia Vik, que ainda não conheço).

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O hotel Viña Vik é tudo junto e misturado: é vinícola, é restaurante, é hotel boutique. São duas horas em carro do aeroporto de Santiago até a entrada do hotel, numa viagem bem factível – dá pra viajar direto pra lá (como eu fiz agora, numa escapada de sossego); dá pra ficar uns dias descansando lá entre viagens a outros cantos do Chile (me contaram que a maioria dos hóspedes fica lá entre os dias no Atacama e os dias na Patagônia, em viagens mais longas pelo país) e dá pra conhecer num day tour desde Santiago (se o propósito for mesmo só curtir a vinícola).

A propriedade de mais de quatro mil hectares no Vale de Millahue, na zona de Cachapoal (2 horas de carro desde Santiago) foi aberta no finalzinho de 2014. Vinhedos, montanhas e espelhos d´agua a perder de vista – e com toda mezzo futurista na arquitetura do uruguaio Marcelo Daglio (incluindo cobertura suspensa de titânio que, de longe, lembra uma nave espacial). A decoração, em parceria com os proprietários Carrie e Alexander Vik, segue a linha das demais propriedades: cada quarto é completamente distinto do outro. Aqui, meio surrealistas, cada um deles foi decorado com obras de um artista plástico diferente (Sebastián Valenzuela, Francisco Uzabeaga, Pablo Montealegre etc).

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A vinícola em si – cuja produção começou em 2006 e a primeira safra em 2009, capitaneada pelo francês Patrick Valette – tem design do arquiteto chileno Smiljan Radic e pode ser visitada por qualquer turista. E vale, tanto pela disposição super não-usual dos tonéis como pela própria degustação em si, feita com amostras de distintas uvas que o visitante mesmo pode mesclar ao seu gosto no final (curiosamente, a Vik produz um único tipo de vinho: um blend de Carménère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Syrah). Vai ganhar um restaurante anexo agora no comecinho de 2016. De veia holísitca, a produção é sustentável, utilizando energia solar e reaproveitando a água das chuvas para irrigar os  vinhedos. Mas olho: é necessário agendamento prévio.

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E o hotel definitivamente vale a escapada por umas duas noites para aproveita-lo: todos os 22 quartos cheios de personalidade são suítes e têm paredões de vidro pra gente não perder a bela paisagem que o rodeia. A pensão completa é importantíssima, já que a gastronomia é ponto alto por ali: o chef muda o cardápio ultra enxuto (são sempre apenas duas opções de prato principal, acompanhados de entrada e sobremesa) de acordo com a pesca fresca do dia. Tudo acompanhado do vinho Vik, almoço e jantar, é claro. Pães, bolos, sucos, tudo é feito ali mesmo – até as carnes são defumadas ali mesmo. E o frigobar está também incluído nas diárias.

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O serviço em geral é ultra informal, seja nos transfers, no restaurante ou nos passeios. Como o hotel é pequeno, todo mundo meio que se sente em casa mesmo – vi muitos hóspedes zanzando de roupão pela propriedade, bem à vontade, e mesmo para o jantar não há formalidades de vestimenta. O wifi é gratuito e de boa qualidade

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Durante o dia, muita gente opta por simplesmente não fazer nada. A grande maioria dos hóspedes é composta por casais, que querem mais é namorar em sossego. Mas há sempre bicicletas, salão de jogos, sauna e fitness center à disposição dos hóspedes. Também sem custos, é possível agendar trekkings e cavalgadas pela região. A única atividade cobrada à parte são as massagens do diminuto e encantador spa – e valem, porque as massoterapeutas utilizam vinhos, óleos e cremes feitos ali mesmo, com ervas e frutos dos arredores do hotel. A piscina de borda infinita para o lago é o grande ponto de encontro ao final do dia, para assistir de camarote ao sol se por.

Hotelaço.

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.