Zurich West

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WP_20140117_12_08_20_Pro__highres A meros 10 minutos do centro da cidade fica o bairro mais cool e descolado de Zurique

 

 

Quando estive em Zurique da outra vez, láaaaaa em 2009, Zurich West já era hype. O bairro industrial que tinha virado descoladinho, com lojas e bares ocupando o território de antigas fábricas já ganhava a atenção da imprensa internacional – mas ainda não tinha conquistado os turistas. Qual não foi minha surpresa ao ver agora, comecinho de 2014, o quanto o bairro se transformou – para melhor! – nestes quase cinco anos.

Ali a mistura novo e antigo dá sempre bossa

Ali a mistura novo e antigo dá sempre bossa

 

Zurich WestO bairro (ou distrito) que foi palco da chamada  “revolução industrial” da cidade hoje virou a nova meca gastronômica e artística de Zurique. Se você procura restaurantes descolados, boutiques diferentes, lojas de design, galerias de arte e espetáculos alternativos, Zurich West é o seu destino.  Faz tempo que as fábricas picaram a mula de lá  mas a própria arquitetura local tem mesmo esse jeitão de bairro industrial até hoje – do alto do “mirante” do último contêiner/andar da Freitag (programete imperdível!) a gente vê isso bem claramente.

Zurich West

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A Freitag, aliás, é provavelmente o grande ícone de Zurich West. Quem curte moda certamente já ouviu falar, e muito, dos irmãos Freitag. Mas para quem ainda não sabe, Markus e Daniel Freitag criaram uma grife especializada em bolsas e acessórios feitos com material reciclado encontrado nas estradas – lona de caminhão é o material mais recorrente – famosas pela durabilidade sem precedentes e pelo fato de, como são feitas à mão, não existirem duas bolsas idênticas (a maioria tem modelo carteiro). Visitar a loja é programaço, mesmo que você não pretenda desembolsar os 300 ou 400 francos suíços cobrados pela maioria dos modelos: são nada menos que 17 contêineres presos uns aos outros e empilhados. É permitido ao visitante subir ao último andar (é só pedir) e ao longo dos lances de escada até lá em cima acho impossível não dar um medinho; afinal, são contêiners empilhados, oras – mas a vista do alto do último deles vale o esforço.

A loja-conceito (e bota conceito nisso) da Freitag

A loja-conceito (e bota conceito nisso) da Freitag

 

Zurich West

E a vista do bairro lá do alto

E a vista do bairro lá do alto

 

Zurich WestEm Zurich West o novo e o velho (e isso salta aos olhos na arquitetura), o tradicional e o alternativo (nos grafites, nos restaurantes, nas lojas), tudo isso convive numa harmonia impressionante. Em meio a tanto concreto e tubulações (e canteiros de obras por toda parte, que o bairro ainda está em franca expansão e construção), uma praça gigante, verde, cheia de crianças e adolescentes (e dizem que lota de famílias fazendo pic-nic no verão também), chama a atenção, assim como o colorido de algumas lojas que põem charmosos bancos públicos na calçada.

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O bairro viu suas fábricas, galpões, viadutos e estaleiros da área entre o rio Limmat e os trilhos de trem serem, ao longo das últimas duas décadas, substituídas por lojas, galerias (ou mega espaços de arte, como a Puls 5) e restaurantes. Primeiro, virou um espaço barato (fica a meros 10 minutos de transporte público da estação central e dos prédios do século XIII do centro de Zurique mas é tido até hoje com um bairro meio afastado) para jovens artistas. Hoje anda tão trendy que os imóveis antigos estão inflacionados e os novos prédios que estão sendo construídos por ali, dizem, terão apartamentos e escritórios caríssimos (sem contar que o bairro já ganhou vários hotéis).

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Como uma versão suíça do SoHo, ali a arte está presente dentro das lojas e dos restaurantes. Adorei o gigantão Im Viadukt, um espaço meio tudo-ao-mesmo-tempo-agora construído literalmente debaixo de um dos viadutos centenários do bairro. Ali dentro funcionam mais de 50 “negócios”, entre lojas, quiosques e até um restaurantão. A parte mais legal é o mercado, que vende dos sensacionais queijos suíços a petiscos, doces e vinhos (que você pode, aliás, abrir e tomar ali mesmo enquanto come num dos quiosques de comidinhas).

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Outro lugar bem legal e multifacetado é o Schiffbau, uma antiga fábrica de barcos que reúne no mesmo espaço um  centro cultural com várias salas de teatro, um restaurante mais serinho, o La Salle, um bar no segundo andar e também o Moods, um disputado clube de jazz.

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Almocei no ótimo Les Halles, uma mistura colorida e meio psicodélica (decoupage de jornais e revistas nas paredes, cadeiras díspares, bicicetas e outros objetos no teto etc) que mescla um restaurante com jeitão de bandeijão e uma loja de comida orgânica – tudo isso numa antiga garagem de automóveis, é claro 😀

A entrada dos Les Halles...

A entrada dos Les Halles…

 

... e o restô por dentro

… e o restô por dentro

 

Zurich WestZurich WestE se o dia ali é um delicioso passeio, a noite por ali também é uma criança: seus bares e clubs (como o Indochine, por exemplo) são os mais hypadinhos de Zurique (e muita gente ali aposta no bar-hopping, btw)

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Apesar de ser um bairro tão recente, acho que em Zurich West fica óbvio porque Zurique, de vibe mais séria se comparada com outras grandes cidades europeias, foi o berço do movimento dadaísta. Já tô doida pra ver o quanto a região camaleoa terá mudado na minha próxima visita 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.