A Santos que pouco turista conhece 1 – rodando pelo centrinho

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Como eu contei pra vocês ontem, passei dois diazinhos corridos em Santos. Depois de passar muitas férias de verão lá na infância e comecinho da adolescência, eu só tinha voltado à cidade outras vezes para embarcar direto em cruzeiros.
E tem tanta coisa legal pra ver – Santos, apesar de não vista com bons olhos por muito turista, é uma cidade de praia bacana, que ainda oferece um monte de coisas pra gente fazer quando simplesmente não dá praia. E foi o que aconteceu comigo, principalmente no primeiro dia: bem frio e com um chuvisquinho fino insistente o dia todo.
Então olha só quanta coisa legal dá pra fazer por lá além de ir à praia, comer, beber e dormir:
1) o centrinho é um passeio bom e certeiro, faça chuva ou sol. E tá cada vez mais legal; não bastassem as próprias atrações históricas e culturais dali, a Prefeitura ainda está investindo firme na revitalização do bairro, com um monte de bares e baladinhas se instalando por ali, movimentando o pedaço também no período noturno. O passeio vale mesmo pelo sightseeing, mesmo nos prédios em que não se pode entrar, como a antiga Cadeia Nacional, onde ficou presa a Pagu. Mas valem super a visita:
Teatro Guarany – o teatro que foi totalmente destruído por incêndio e abandono, foi reconstruído contemporaneamente mas manteve a fachada, duas colunas e as paredes laterais originais (tudo o que havia restado pós incêndio). A fachada é linda e a visita também é gratuita – claro que espetáculos são cobrados.
Palácio Saturnino de Brito – visita monitorada que mostra toda a história por trás dos famosos canais de Santos e como a cidade se transformou completamente depois deles. O acervo é muito legal e a visita é grátis.


Bolsa do Café – o prédio faz tooodo jus à fama, por dentro e por fora. Um desbunde mesmo – não só os vitrais como as pinturas de Benedito Calixto e o prédio em si. E ainda tem sempre mostras temporárias, com monitores ultra atenciosos. E, claro, depois de respirar um tempão aquele cheiro delicioso de café que emana do prédio, todo mundo para no café da saida para tomar um expresso (R$2,50). A visita à Bolsa custa R$5,00, também com meia entrada para estudantes e professores.
Funicular para o Monte Serrat – o único passeio mais caro da cidade (a subida custa R$19, com meia para crianças), mas o funicular é histórico, lindo, e precisa mesmo de manutenção mais cara, dá pra entender. E ver a cidade lá do alto é mesmo interessante (sobretudo se você tiver ido ANTES do Palácio do Saturnino, viu?)

Prefeitura – foi um dos passeios que mais me surpreendeu, sabia? Porque eu simplesmente não esperava NA-DA da prefeitura, e o prédio é lindo! Não só a fachada, mas sobretudo o interior, teoricamente inspirado em Versalhes. A Câmara é um desbunde, assim como o salão onde acontecem as coletivas de imprensa – além dos elevadores originais, das escadarias em mármore de Carrara… Linda mesmo. E o melhor? Também é grátis, todos os sábados, com visita monitorada das 11 às 17h.
Passeio de Bonde – um clássico, né? Eu fiz justamente o tour com uma escolinha inteira de pequerruchinhos da pré-escola – acho que eramos apenas 5 adultos no passeio. Guiado (a monitora era uma graça e conseguiu explicar tintim por tintim mesmo com toda a gritaria das crianças), percorre todo o centrinho em 45 minutos nos bondes originais (o que eu andei era originário da cidade do Porto, em Portugal). São R$5 muitíssimo bem investidos, vá.

E ainda tem a Catedral, o Palácio de Justiça e mais um monte de edifícios interessantes pra visitar, a maioria gratuitamente.
E quer almoçar por ali mesmo? Super recomendo a ultra-portuguesa Quinta da XV (XV de Novembro, 18, 13 32194280), de propriedade do simpaticíssimo seu Paiva, um português que há 25 anos vive por ali e cuida de tudo nos mínimos detalhes

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.