Cruise review: Royal Clipper

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O Royal Clipper pronto para reiniciar a navegação no Caribe

Como foi viajar pelo Caribe a bordo de um dos maiores veleiros do mundo

 

 

 

 

 

 

Cruzeiros pelo Caribe são fartos, operados por praticamente todas as armadoras e nos mais diferentes estilos e budgets. Mas não é todo dia que a gente tem a chance de embarcar num cruzeiro pela região a bordo de um veleiro: embarquei em dezembro passado no Royal Clipper, o maior tallship boat do mundo e parte da frota da armadora Star Clippers.

Dei muita sorte com o tempo e, apesar de pegar um pouco de chuva em todas as paradas, peguei também vários momentos de sol e finais de tarde simplesmente espetaculares durante toda a semana. Consegui aproveitar um pouco de cada parada e também conhecer cada cantinho do barco, já que é pequeno comparado a um navio de cruzeiros.

Aqui você confere uma review detalhadinha do cruzeiro para entender como funciona e o que oferece este tipo de viagem.

 

Antigua.

ROTEIRO

Fiz um cruzeiro de 7 noites e 8 dias que partiu de e chegou a Bridgetown, em Barbados. Apesar do surreal atendimento da imigração em Barbados (fiquei literalmente duas horas na fila e me disseram ali que essa demora é constante), o destino funciona bem como porto de embarque e desembarque pela facilidade de voos (do Brasil, as conexões mais fáceis são na Cidade do Panamá ou em Miami). Com as águas calmas do Caribe, a gente mal sente o veleiro se mexer (exceto na primeira e na última noite, quando aumenta consideravelmente a velocidade por Barbados ser tão afastada das demais ilhas). As escalas foram em Sta Lucia, Guadalupe, Antigua, St Kitts, Île des Saints/Les Saints (que é também parte de Guadalupe) e Martinica. Estava no itinerário original uma parada em Dominica, mas a mesma foi cancelada e substituída por Guadalupe.

 

 

ESTRUTURA

Sendo um veleiro, o barco é obviamente muito menor que um navio de cruzeiros em todos os sentidos e tem apenas quatro decks. Tem capacidade máxima de 227 passageiros, uma piscina bastante pequena, uma mini-academia, duas cabines de spa, um único restaurante e três bares pequenos.

O tamanho diminuto pode favorecer o movimento em excesso do barco em algumas rotas mais “agitadas” que o Caribe, mas permite maior entrosamento entre os hóspedes, tem embarques e desembarques rápidos e tem a chance de desembarcar os passageiros em qualquer ilha (como a incrível e minúscula Île des Saints, que não costuma figurar um roteiros e acabou sendo a escala favorita de boa parte dos passageiros.

 

 

 

 

VIDA A BORDO

O Royal Clipper não é uma embarcação de luxo nem tem mordomias a bordo. As instalações são confortáveis e as cabines são bem equipadas, mas serviço e entretenimento têm oferta limitada. O único restaurante do veleiro serve café da manhã e almoço em sistema bufê e jantar em sistema à la carte. No final de tarde e da noite, há uma mesa com alguns snacks no bar.

Há café (filtrado) e chá disponíveis sem custo durante todo o dia numa esquina do bar, mas todas as bebidas são cobradas à  parte (há possibilidade de adquirir um pacote de vinhos para as refeições antecipadamente).

O ambiente é sempre bastante informal e não existe nenhum tipo de dress code nem para o jantar. O deck superior conta com diversas espreguiçadeiras em toda sua extensão e uma diminuta e pouco inspiradora piscina, que acabou não sendo utilizada por absolutamente nenhum hóspede durante a minha viagem.

O local fica concorrido antes dos desembarques e na hora de partir de cada porto: todo mundo quer ver os rituais de içar e recolher as velas, que é mesmo de uma beleza impressionante. Era também ali no deck superior que todas as manhãs cedinho e em alguns finais de tarde aconteciam aulas de ioga gratuitas.

Martinica.

Durante o dia, os passageiros são desembarcados em tenders na escala correspondente ao dia. Há escalas bastante curtas, com apenas quatro horas de duração, e outras mais longas, com cerca de oito horas. Em alguns destinos é possível que o barco desembarque os passageiros em um ponto da ilha pela manhã e em outro pela tarde.

À noite, alguma atividade de curta duração movimenta o quarto deck, seja uma noite de karaokê ou uma exibição de documentário.

 

 

 

CABINES

As cabines estão localizadas nos decks 2, 3 e 4. Em geral, são pequenas mas confortáveis e eficientes – algumas poucas contam com varanda e a maioria das “com vista” conta com duas escotilhas no lugar da janela. Há cama (duas single ou as duas unidas formando uma cama de casal), uma mini poltrona na parede, mesinha de serviço, mesinha com espelho, armário e o banheiro. Na minha cabine, cat 2, havia apenas uma porta de armário – o que pode ser pouco para duas pessoas dividindo a mesma cabine.

O banheiro é pequenininho, com pia, vaso e uma pequena área de box limitada por uma cortina circular. Não há frigobar ou serviço de quarto – apenas os adoráveis camareiros que arrumam o quarto diversas vezes ao dia.

 

 

GASTRONOMIA

O bufê de café da manhã é todos os dias literalmente o mesmo: um grande bufê com algumas frutas, frios, pães e itens quentes e uma estação de omeletes feitos na hora. Cafés que não sejam o café americano são cobrados à parte. O bufê do almoço é bastante semelhante ao longo da semana, mas sempre conta com uma estação temática (francesa, italiana etc). Em um dos dias o almoço é servido no deck e em outro é substituído por um churrasco na praia.

O jantar é, sem dúvidas, a melhor refeição a bordo. O menu muda inteirinho a cada noite, com diferentes opções; cabe ao passageiro decidir na hora como quer fazer sua refeição, podendo chegar a até seis passos da entrada à sobremesa.

 

 

INFRA-ESTRUTURA

Como o veleiro só atraca no porto em Barbados, todos os demais embarques e desembarques fazem uso exclusivamente dos tenders que circulam a cada meia hora durante as escalas. À exceção de Santa Lucia (a parada menos favorita da maioria dos passageiros na minha viagem), em todas as demais escalas foram dadas aos passageiros a opção de desembarcar numa cidade/vilarejo da ilha quanto e/ou diretamente em uma praia. Em quase todos os destinos, o barco oferecia também um menu de excursões pagas à parte.

A grande sacada é que, nas escalas de praia, uma variedade de esportes aquáticos – caiaques, SUP etc – são sempre oferecidos sem custos aos passageiros.

 

 

QUEM VAI GOSTAR

A viagem no Royal Clipper não é um cruzeiro nos moldes dos cruzeiros comerciais do mercado. Pode-se dizer que é um cruzeiro que, na verdade, não é um cruzeiro 😀 Porque não se adapta a ele o viajante que quer ampla oferta gastronômica e de entretenimento a bordo enquanto navega.  Como dá pra ver pela review, esse não é – mesmo! – o propósito da companhia. Quem viaja com a Star Clippers busca, além de conhecer as paradas do roteiro, a aventura da navegação em si e a oportunidade de viajar em um veleiro à  moda antiga.

Ao longo do dia, as escalas em si são muito mais importantes que a vida a bordo. Ao contrário de um navio de cruzeiros comum, ali todo mundo, sem exceção, desembarca em todas as paradas. A silhueta inconfundí­vel do veleiro (4 decks, 5 mastros, 42 velas e 134 metros) chama a atenção em todas as ilhas e locais de desembarque.

 

PREÇOS

Vale ressaltar que os preços publicados no site são em geral muito mais altos do que os cobrados na prática – e em geral as viagens são vendidas já com o trecho aéreo combinado. Vale a pena também cotar o mesmo roteiro em diferentes datas ou diferentes roteiros em uma mesma data, já que os preços podem flutuar bastante ao longo do ano.

 

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.