Da Europa à Ásia em menos de 20 minutos

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Você vê de longe o Golden Horn explicando porque foi batizado de “golden”

Lembra da linda música Aquarela, do Toquinho? “De uma América a outra/ Eu consigo passar num segundo”? Pois eu pensei nela de novo ao cruzar outra vez o Bósforo, em Istambul , para passar da parte européia à parte asiática da cidade 🙂

Kabatas é o melhor ponto de partida

 Continuo achando esse um dos mais gostosinhos passeios pra se fazer ali. Afinal, não é todo dia que a gente está numa cidade que ostenta esse chavão tão poético de “estar na Europa e na Ásia ao mesmo tempo”.

A maioria das pessoas toma o barco todos os dias, como se fosse ônibus, pra ir e voltar do trabalho

 Posição estratégica nos tempos de Constantinopla, hoje essa bi-continentalidade (!!) de Istambul politicamente não faz mais diferença, é claro; mas acho que todo mundo deveria fazer esse percurso tão simbólico e tão rapidinho para ver como, na prática, a diferença da cidade europeia pra cidade asiática realmente existe e salta aos olhos.

A linda Bosphorus Bridge, imponentona, unindo dois continentes

 Eu fiz o mesmo roteirinho do ano passado: tomei o ferry no portinho de Kabatas, que fica bem pertinho do lindo Palácio Dolmabahçe. Custa 2 liras turcas pra ir, outras duas pra voltar (o que dá menos de quatro reais no total nesse câmbio agora de outubro/11).

Dos minaretes em riste passamos para arranha céus bem modernex

  De Kabatas, às margens do Bósforo, mas ainda no lado europeu, o barco vai parar direto em Uskudar, já do lado asiático, num trajeto que, no total, entre entrar e sair do barco, não chega a vinte minutos.

Prédios baixinhos, mas bem mais modernos, são comuns no lado asiático

 Do lado asiático, as ruas são igualmente movimentadas em trânsito, mas um pouquinho mais quietas; tudo parece um pouquinho mais ordenado. As construções são bem, beeeem diferentes em comparação ao lado europeu.

O portinho de Uskudar, asiático, anuncia os destinos: Besiktas e Kabatas, do lado europeu

 

E o novo e o velho mundo se encontram 😉

 São pouquíssimos os turistas que você vê por lá. Em compensação, mais lenços cobrindo cabeças e mais hijabs e xadores cobrindo o corpo inteiro das mulheres que andam atrás de seus maridos.

Vai um kebab aí?

E o mais curioso: os preços são menores por lá, em tudo – a começar pelo duo básico da cidade, kebab+ayran, que custa pouco mais da metade do que vale mesmo nos negócios mais camaradas do lado europeu.

  Da primeira vez que cruzei, em 2009, eu andei uma tarde inteira do lado asiático, entre muitas lojas de luminárias e bares e cafés esmagadoramente masculinos.

 Dessa vez eu só queria mesmo brincar da música do Toquinho (versão do lado de lá do Greenwich :-D) e curtir a beleza do fim de tarde no Bósforo. Lindíssimo passeio.

 Minha recomendação: se você não tiver planos de andar muito do lado asiático, faça esse passeio no finzinho da tarde, para testemunhar o fabuloso por do sol que deixa o céu rosado e as águas do Bósforo ainda mais cintilantes. Se você for pra passear, programe a volta para o final da tarde, por esse mesmo motivo.

E, se for aproveitar a noite no lado asiático – algo que começa a estar na moda por lá entre os turistas mais descoladex – faça a travessia de ida na hora do por-do-sol e termine de acompanhar esse belíssimo espetáculo já na happy hour. Na volta, de noite, dá pra ver, lá longe, a Haya Sofia e a Mesquita Azul iluminadas, lindíssimas.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.