Leiden

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Uma cidade universitária encantadora que funciona bem como base e como bate-e-volta

 

 

 

 

Leiden foi uma das “bases” durante minha última viagem pela Holanda. Fui do Keukenhof direto para lá e dormi duas noites na cidade, antes de rumar para Roterdã (mas usei um dos meus dias por lá inteirinho em Haia).  A cidade universitária tem importância “aquática”, já que fica localizada justamente na junção dos dois braços do rio Reno, e também é a cidade natal de Rembrandt. Além disso, é lá que fica a mais antiga e prestigiosa universidade holandesa.

Charmosa como Amsterdã, Leiden é um encanto de cidade! Com canais e casinhas que parecem saídas de um cenário de bonecas, ruas de paralelepípedo, pontes mil e até um moinho em pleno centro, é pequena e deliciosa para caminhar e explorar tranquilamente. Nem é preciso pernoitar lá, se você não quiser: o mais legal da cidade é bem factível de ser visto num dia, durante um bate-e-volta a partir de outra cidade holandesa.  É fácil de fazer bate-e-volta à cidade desde Amsterdã (a menos de 45 minutos em trem), Roterdã ou mesmo Haia (que fica a meros 10 minutos de trem!) – o que pode ser mesmo uma boa, já que todas estas três cidades têm mais atrações e também mais infra hoteleira que Leiden propriamente.

O centro histórico é marcado pelo Burcht, a fortaleza do século XI bem na confluência dos dos braços do Reno. Os passeios de barco pelos canais são um clássico da cidade e tomar o passeio de 1h é um bom programa na chegada, para entender melhor como explora-la; da água, a gente tem o primeiro contato com os principais prédios, museus, o Horto Botanico, lendas da cidade e as mansões do Rapenburg, o canal mais elegante de Leiden. Quanto à Rembrandt, apesar de ele ter vivido vinte anos na cidade, quase não existem traços de sua vida por lá – até o local onde nasceu foi demolido e hoje é marcado simplesmente por uma plaquinha.

Para explorar o centro, siga as marcas do “Leidse Loper” nos postes e prédios – ele justamente é um self-guided walking tour muito bem pensado para os viajantes.  Aproveite para espirar os muitos e divertidíssimos antiquários. Se estiver na cidade numa quarta ou sábado, não perca o imenso mercado que se forma nas ruas Botermarkt, Vismarkt, Aalmarkt e Nieuew Rijn – de queijos e flores a antiguidades, tem de tudo.

Em Leiden não encontrei museus espetaculares mas, para quem tem mais tempo na cidade, valem a pena O Molenmuseum de Valk (o moinho-museu) , o Rijsksmuseum van Oudheden (o museu nacional de antiguidades, que inclui algumas peças do do Egito) e o Stedelijk Museum De Lakenhal (que inclui um dos primeiros Rembrandts). Há também o pequeno Museum Boerhaave (que conta a história da medicina e da ciência), o Rijksmuseum Volkenkunde (Museu National de Etnologia) e o Museu de Peregrinação Americana (onde colonizadores pararam antes da viagem ao novo mundo).

Vale ver também a Pieterskerk, a igreja de S. Pedro, a passos da Universidade de Leiden – tanto que a igreja está constantemente rodeada por estudantes – , a mais antiga igreja da cidade, construída no século XV. Sendo uma cidade universitária, Leiden é repleta de restaurantes, bares e cafés charmosos – embora a vida noturna seja bem menos animada do que se esperaria. Um café que é uma graça é o De Waterjlin (Prinsessekade), com vista linda para os barcos, canais, moinho e casinhas do centro.

Um passeio delicioso e bem fora do óbvio é o Hortus Botanicus de Leiden. Parte do jardim botânico da Universidade de Leiden, o horto foi estabelecido em 1590, o que o torna hoje um dos mais antigos jardins do mundo – com direito a mais de dez mil especies de plantas que servem de lar para dezenas de espécies de pássaros e borboletas (além de uma infinidade de outros insetos). Muitas das plantas são de cantos remotos do globo e o acervo do horto inclui até vitórias-régia brasileiras.  O seu impressionante Winter Garden tem uma coleção louvável de palmeiras e plantas carnívoras e ainda vale visitar, na imensa propriedade, o rosário, a Orangerie do século XVIII e o jardim japonês.

Para quem quiser dormir na cidade, fiquei hospedada no Hampshire Hotel Fitland, que é um hotel novo e grudado (literalmente) na estação central. Não fica no centro (de lá é uma caminhada de 15 minutos ao centrinho), mas o hotel, instalado num complexo empresarial, tem bons quartos e bela vista.

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.