Mulheres viajantes independentes

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Viajar sozinha, posso assegurar a vocês é uma experiência extraordinária. Não é à toa que o número de viajantes independentes do sexo feminino não pára de crescer no mundo inteiro – embora, é claro, a maioria ainda sinta um friozinho na barriga antes de se aventurar por aí no que eu chamo de “jornada solo”.

Vira e mexe me perguntam se um lugar é seguro ou não pra viajar sozinha. O grande Ricardo Freire escreveu certa vez que duvidasse que alguma viajante encontrasse “entre os destinos internacionais manjados, algum lugar que seja mais inseguro do que as grandes cidades brasileiras. Se você mora aqui, está pós-graduada no assunto”. É verdade que quando mulheres viajam sozinhas enfrentam mais desafios, sobretudo nas questões de assédio e insegurança, mas a maioria das preocupações pré-viagem, como o medo da solidão, acabam sendo esquecidas logo nos primeiros dias.

Como recebo semanalmente diversos emails de leitoras que ainda não tiveram coragem de se jogar no mundo sem companhia mas andam morrendo de vontade, aqui vão algumas dicas práticas para uma viagem independente ser realmente bem-sucedida:

Quesito segurança – Estudar bem o mapa da cidade e escolher um hotel bem localizado, numa zona movimentada, é essencial – assim ninguem fica preocupada com a hora de voltar pra casa ou coisas do gênero. Quem estiver mais insegura, pode pedir no hotel um quarto perto da escada ou elevador e levar sempre consigo a chave do seu quarto. Procure também levar dinheiro e passaporte num money belt dentro da sua roupa durante a viagem e deixar tudo trancadinho no cofre do seu hotel durante a estadia – além de levar cópias xerox (com copias digitalizadas no seu email) de passagens, seguro, cartões de crédito e passaporte.

Chegando e saindo – Escolha voos, trens ou ônibus que cheguem e saiam da cidade durante o dia, quando as estações e aeroportos são mais movimentadas e seguras. Chegar durante o dia é essencial se você estiver indo para um lugar pela primeira vez e ainda não conhecer as redondezas do seu hotel.

Atenção aos costumes locais – É importantíssimo conhecer os costumes locais, sobretudo em nações mais diferentes da nossa, como africanas ou asiáticas. Mulheres ocidentais sempre chamam atenção, por exemplo, em países árabes – por mais normais e esculachadas que estejam. Tente vestir-se o mais semelhante possível às mulheres ao seu redor – e nunca, pelo amor de Deus, ceda à tentação de vestir-se baseada em estereótipos, como amarrar véus e lenços na cabeça ao visitar países árabes ou pendurar colares coloridos no pescoço ao chegar no Havaí.

E, se viajar sozinha não é sua opção predileta, eis algumas possibilidades:
– comprar um pacote de viagem, para garantir companhia ao longo de toda a viagem.
– apostar em empresas como a Single Tours (http://www.singletours.com.br/) ou a Terra Azul (http://www.terrazul.tur.br/), especializadas em viagens para solteiros.
– embarque num cruzeiro; não existe maneira mais fácil de conhecer muita gente diferente numa viagem. E, se você cansar de tanta companhia, pode ficar sozinha em inúmeros espaços do navio.

De qualquer modo, lembre-se que viajar sozinha pode significar também conhecer um pouco mais de si mesma enquanto conhece o mundo E voltar pra casa sempre diferente de quando embarcou. Boa viagem!

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.