Pais e filhos

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Hoje é dia dos Pais. Então, em primeiro lugar, parabéns a todos os pais – principalmente ao meu 🙂 Embora eu tenha sido acostumada, desde pequena, a dar muito mais importância para o que acontece durante todo o ano do que especificamente para essas datas do calendário comercial, impossível não se deixar levar pelo apelo do dia (aliás, bastou eu chegar nessa quinta-feira à noite no Brasil para já ser bombardeada por anúncios e falatórios sobre o assunto).
Felizmente, um costume que faz parte há tempos da vida de europeus e norte-americanos finalmente começa a tomar corpo no Brasil: as viagens de pais e filhos. Na verdade, são segmentos bem definidos no exterior e muitas agências de viagem estão se especializando em roteiros ultra bem bolados para viagens entre pai e filho, mãe e filha, pais e filhas e mães e filhos, incluindo ideias muito bem pensadas para pais que viajam com crianças, com adolescentes ou com filhos já adultos.
Aqui no Brasil faz só uns dois anos que essa ideia começou a pegar – e ainda falta muito pra chegar no nível do entendimento europeu, por exemplo, sobre o assunto. Até porque os brasileiros, de um modo geral, começaram a viajar de fato há muito pouco tempo; enquanto europeus viajam desde sempre praticamente, seja para acampar, para roteiros em trailer, pacotes ou viagens independentes. Nós agora estamos, finalmente, aprendendo como viajar é bom e adaptável para qualquer orçamento. E, sejamos francos, uma viagem entre pai e filho – mesmo que uma simples escapada de final de semana – sem dúvida interfere no relacionamento entre as duas partes. Mesmo que haja desavenças e diferenças no estilo de viajar (nada mais comum), tudo conta como crescimento para a relação.
Estive viajando sozinha com meu pai, por exemplo, pela primeira vez, em julho passado – passamos seis dias juntos em Madri . Temos gostos e estilos muito diferentes – pra comer, pra passear etc – entao encontramos um hotel que atendesse às expectativas e aos orçamentos de ambos, buscamos restaurantes pelos quais os dois se interessaram (meu pai, infelizmente, nao curtiu muito o esquema “salir de tapas”…), fizemos passeios legais (de museus e parques ate tourada). Eu, que já conhecia bem a cidade de outros carnavais, mostrei as coisas que acho mais legais para ele, que a visitava pela primeira vez. Mas também soubemos, e muito bem, nos separar quando necessário, quando queriamos fazer coisas distintas –afinal, se as pessoas têm propósitos e gostos diferentes, não é porque viajam juntas que precisam passar 24h por dia grudadas. Companhia de viagem é bom, mas saber entender e manter a independência sua e do outro é melhor ainda.
Feliz dia dos pais pra voces e seus pais, com muitas viagens no horizonte, de preferencia.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.