Patagônia Chilena: para quando você for

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Se a Patagônia Chilena está nos seus planos de viagem, pode ser útil saber algumas coisinhas antes de ir:

– Antes de escolher exatamente a hospedagem, escolha sua “base” para explorar a região. Minhas recomendações são ou ficar hospedado em Puerto Natales (tem MUITA opção diferente, de albergues a cinco estrelas) ou ficar hospedado o mais próximo possível de uma das “portarias” do Parque Nacional Torres del Paine. Ficar no parque é muito mais interessante, é claro, já que a maioria das atrações vai estar ali, a muito menos tempo de transfer: mas só vale a pena se você escolher um hotel com sistema tudo incluído, já que estará afastado de todo comércio. Nesse sentido, ficar em Puerto Natales é mais mão na roda se você quer ter várias opções de restaurantes, cafeterias e mercadinhos nos arredores.

– Mesmo que você escolha ficar em Torres del Paine, não deixe de visitar Puerto Natales: a cidade é uma gracinha, ultra hospitaleira e interessante, da pracinha onde todos vão aos dois museus.

– Não é à toa que chamam a Patagônia Chilena também de fim do mundo; afinal, chegar ali nos toma quase tanto tempo de viagem quanto viajar para a Europa ocidental, por exemplo. São 4h de voo até Santiago, mais conexão, e outras 4h de voo até Punta Arenas (às vezes 5h, já que grande parte dos voos SCL-PUQ contam com escala em Puerto Montt). De Punta Arenas, são mais duas horas e meia em van até Puerto Natales ou mais 4h em van até Torres del Paine. Tem que estar mesmo preparado para enfrentar a maratona.

– Muitos hotéis, restaurantes e afins fecham suas portas de maio a outubro – a temporada na patagônia chilena funciona mesmo do comecinho de novembro a final de abril ou meados de maio. Já estive lá uma vez em maio, uma vez em novembro e duas em dezembro, e posso dizer que o cenário muda bastante do verão para o outono. A paisagem em novembro e dezembro é bem mais verdinha e florida; mas em maio as cores queimadas da vegetação são absolutamente divinas, inesquecíveis.

-O vento forte rola o ano inteiro – mas mais intensamente em janeiro; em compensação, nessa época as temperaturas são mais amenas e uma camiseta de manga comprida costuma ser suficiente para os mais acalorados – ou um casaco fininho para os mais friorentos. Em maio faz frio e o vento é gelado, gelado; então a mala precisa estar mais caprichadinha no quesito térmico.

– Na hora de fazer a mala, seja verão ou outono, lembre-se da máxima que os guias vão repetir toda hora (e você vai testemunhar ao vivo e a cores): “na patagônia, temos as quatro estações todos os dias”. E é mesmo. Tem horas que a gente faz trekking só de camiseta porque saiu um solão, tem horas que chove forte de repente, tem trechos geladissimos na base nevada ou nos glaciares, e tem momentos que o vento arrasta tudo. Então é bom ter uma blusa fininha e fresca por baixo (camiseta mesmo) e um bom casaco, forrado ou com fleece, pra proteger do frio – assim, quando bater o calor, é só colocar o casaco na cintura. Um corta-vento também é interessante porque também serve como capa de chuva. No mais, roupas bem esporte e confortáveis e botas de trekking ou bons tênis de caminhada para os passeios. Beber muita água e levar produtinhos para proteger lábios e pele do vento também é essencial.  Os mais friorentos devem levar também luvas e gorro, sobretudo se pretenderem andar a cavalo.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.