Quebec

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6tag_160814-075445 Um pedacinho da França no Canadá – e linda mesmo debaixo de chuva

 

 

 

 

Tem vezes que a gente viaja e realmente não dá sorte com o clima, não tem jeito. Foi assim minha experiência com Quebec: choveu o tempo todo durante todos os meus dias por lá. Mas é preciso dizer que, mesmo que frequentemente irritada com a chuva que não dava trégua e com as famigeradas capinhas de chuva descartáveis que não davam conta do recado, eu adorei a cidade e já planejo voltar.

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Às margens do rio Saint Lawrence, Quebec é uma cidade de várias caras. Na parte antiga, dividida Basse Ville (cidade baixa) e Haute Ville (cidade alta), tem ruas estreitas, casas de telhados franceses do centro antigo e charretes disputando espaço com os carros, como se fossemos mesmo transportados para outra época. Tem até um charmoso funicular.

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Na parte nova, não chega a ser super contemporânea, não; os novos edifícios comerciais, mais altos, nem se sobressaem tanto assim aos edifícios mais antigos restaurados, mas a vibe geral é bem cosmopolita. Seja num canto ou noutro, foi o pedacinho mais autenticamente francês que eu vi no Canadá e achei bem fácil se locomover de um canto a outro, inclusive à pé.

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A Quebec histórica, Vieux-Québec (antiga Quebec), é o destino principal de todo turista que visita a cidade. Amuralhada, com construções de pedra, de um jeito que a gente vira e mexe pensa que está num canto da Europa e não da América do Norte. Ali vale visitar o Parlamento de Quebec, que ocupa um palácio de 1886 com 22 esculturas de bronze na fachada e belos jardins (tem tours guiados para ver a Câmara do Conselho Legislativo).

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Mas o castelo mais famoso da cidade é, sem dúvidas, o Château Frontenac, hoje convertido num belo hotel da rede Fairmont. O hotel, aberto em 1893 como hospedaria para os passageiros de trem, é aberto em boa parte para visitação turística (no próximo mês, devem lançar uma app para tours auto-guiados pelo palácio) e é mesmo cheio de belos detalhes (o que mais me encantou foi o teto do lobby). Inspirado no castelo homônimo do Vale do Loire, acabou virando o grande ícone de Quebec e pode ser visto de quase toda a cidade por fica bem na divisa da cidade alta com a baixa. Fiquei hospedada ali e gostei bastante no geral. Para quem só está de visita, meu conselho é terminar o tour no bar do hotel, super contemporâneo, com ótimos drinks e cafés e uma vista linda da cidade.

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Do Frontenac, são poucos passos para chegar à Citadelle (a fortaleza dentro da muralha de 4 km que circunda a área chamada de velha Québec, com vista espetacular de Quebec) e o belo terraço Dufferin, com vistas para a parte baixa da cidade (é do terraço que partem e chegam os funiculares que ligam os dois espaços).  Também pertinho, ficam a Basílica de Notre-Dame, com direito a porta santa e candelabro doado por Luís XIV no altar, e a Capela Museu das Ursulinas, com adornos de altar criador por Pierre Noel Levasseur no século XVIII.

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Para ver mais modernidade na cidade alta sem se afastar muito do miolo turístico, vale rumar para a avenida Cartier, de ruas bastante residenciais com algumas lojas locais, restaurantes, charmosos cafés tipicamente franceses e o Les Halles du Petit-Cartier, mercado a céu aberto.

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Na cidade baixa, a Vieux Quebec tem ruas mais estreitas, sendo algumas com pedras ou paralelepípedos no adorável Quartier du Petit-Champlain. Chegar ali é mais gostoso se você descer a escadaria batizada de “breakneck stairs” (da época da fundação de Quebec) visitando lojinhas de souvenirs, cafés, creperias, bistrôs e pequenas galerias no caminho (deixe para tomar o funicular na volta). É bom programa ficar para almoçar por ali em alguns dos restaurantes mais antiguinhos, como o Cochon Dingue e seguir passeio à tarde pela região baixa, incluindo o Porto Velho e a Praça Real, marco zero da cidade.

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Dali, vinte minutos de caminhada (ou 5 em táxi) te separam da parte mais vibrante da “nova Quebec”: o bairro de Saint Roch, que ganhou agora status de trendy. O que antigamente era uma região industrial em grande parte abandonada e evitada vive agora um novo boom, tornando-se o local mais badalado da cidade para a vida noturna e uma área de compras em franca expansão.

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Um projeto audacioso de revitalização investiu mais de 350 milhões de dólares na área e, devagarzinho, começou a atrair jovens estudantes, artistas e intelectuais por causa dos alugueis baratos. Hoje, tendo a rua St Joseph como linha mestra, vê cada vez mais restaurantes (não deixe de visitar o Le Bureau de Poste, que tem preço máximo de 5 dólares para todos os itens do cardápio), lojas (pule as marcas conhecidas e foque nas locais, como a Philippe Dubuc, os brinquedos Benjo ou as criações 100% locais de jovens designers na Signature Quebecois, instalada na cripta da bela igreja de Saint-Roch), bares, café e teatros se instalarem por ali. Um hotel grandalhão do grupo Wyndham, o Hotel Pur, e o boutique Le Vincent Boutique Hotel (www.hotellevincent.com) foram os primeiros a investir de verdade no potencial turístico da área – mas outros hotéis boutique estão agendados para abrir até o ano que vem.

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Fora da alta temporada do verão, vale saber que Quebec também é destino bastante procurado por turistas durante o inverno, com direito a quatro estações de ski ao seu redor e um agitado Carnaval que dura quase vinte dias – com direito a muito Caribou, a bebida resultante da mistura de vinho tinto, rum (ou uísque) e xarope de maple, que ajuda a esquentar as gélidas noites locais.

Para entender melhor a história da cidade e sua latente herança francesa, vale visitar o Museu da Civilização. Para apreciar belas obras canadenses e arte Inuit, o Museu de Belas Artes de Quebec, com mais de 3 mil obras em sua coleção permanente, é belo programa também.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.