Versalhes e Giverny em um dia

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Teste: um passeio de um dia a Versalhes e Giverny para quem tem pouco tempo

 

 

 

 

Já estive algumas vezes em Versalhes (para ver o Palácio e seus jardins) e em Giverny (para ver a casa de Monet e o Museu do Impressionismo). Acho que ambos são passeios lindos e muito fáceis nos arredores de Paris e sempre recomendo. É simples, rápido e fácil chegar em trem e RER e explorar as atrações por sua própria conta – aqui no Conexão Paris, por exemplo, eles explicam direitinho e muito detalhadamente como fazer tanto Versalhes . E no Viaje na Viagem explicam o passo a passo para visitar Giverny.

Mas muitos leitores vira e mexe comentam que visitam Paris com pouco tempo  – ou querem passar pouco tempo fora de Paris – e que prefeririam contratar tours que os levassem a diferentes passeios num mesmo dia. Contratando tours privativos dá bem para fazer isso: misturar diferentes passeios do seu próprio jeito, num mesmo dia – empresas como a França entre Amigos, que eu recomendei no post anterior, fazem esse tipo de tour com motoristas/guias que falam português.

Para quem quer entrar num tour já pronto, aceitei nesta última viagem a Paris o convite para experimentar o tour oferecido pela empresa Paris City Vision chamado Versalhes e Giverny em um dia.  Eles oferecem este tour em dois modelos: em ônibus grande, com saída e retorno na agência deles em Paris, ou em van, com saída e retorno direto para seu hotel/apartamento em Paris. Na tabela, a diferença de preço entre os dois passeios é grande, de cerca de 80 euros; mas é bom ficar de olho porque agora em maio a diferença entre o passeio em grupo grande e em grupo pequeno era de menos de 30 euros.

Fiz o passeio em van, com grupo pequeno. Eramos apenas seis pessoas: três americanas de Utah, um casal da California e eu. A van passou para me pegar no meu apartamento dentro do slot de tempo combinado; fui a primeira, então paramos mais duas vezes para pegar os demais passageiros em seus hotéis. Saímos cedo e chegamos a Versalhes pouco depois das nove horas da manhã de um dia frio com muita, muita névoa. Tivemos um tempo livre para passear pelos jardins e às 9;45 nos encontramos na entrada lateral (dos grupos com hora marcada) para o tour guiado. A entrada fura fila fez realmente toda a diferença, já que a fila do ticket comum dava voltas pelo pátio.

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Usamos fones de ouvido para que não precisassemos necessariamente andar juntos o tempo todo – cada um foi andando e fotografando no seu ritmo sem precisar abrir mão das explicações do guia. O motorista/guia falava também português mas como eu também falo inglês, concordamos que o tour seria todo em inglês por questões práticas. O tour foi bom, inclusive no timing – como os apartamentos da rainha estão fechados, terminamos mais cedo – mas, mesmo assim, infelizmente, tivemos muito pouco tempo para explorar os jardins, o que eu acho uma judiação. O tour não inclui visita aos Trianons nem tempo suficiente para caminhar de verdade por uma parte dos jardins.

De lá seguimos a Giverny. Nosso motorista se perdeu numa das saídas e chegamos ao restaurante no pequeno vilarejo de Fourges com meia hora de atraso. Mas a essa altura o pequeno grupo já estava entrosado e o almoço no Moulin de Fourges foi realmente encantador: bom ambiente e boa comida numa refeição com conversas bem animadas, que durou bem mais do que eu esperaria (o tour inclui sempre almoço de três passos, água, vinho e café).

O charmoso restaurante do almoço

Depois do demorado almoço, chegamos em Giverny propriamente dita e fomos direto para os jardins de Monet. Lá ficamos cada um por sua conta: não houve tour guiado. Cada um fez seu próprio passeio individualmente, decidindo como distribuir o tempo restante entre jardins, Casa de Monet e o Museu do Impressionismo. Saímos de Giverny por volta das 17:15, que era o horário estimado de chegada a Paris – fui a última a ser “entregue em domicílio” e cheguei em meu apartamento só próximo das 19h.

A empresa faz também individualmente os tours a Giverny e Versalhes – mas não acho que compensem financeiramente. O próprio custo deste tour combinado que eu fiz, acho bastante alto – em duas ou mais pessoas, dá no mesmo que fazer um tour privado!

De todos modos, acho que esse tour combinado pode ser uma boa opção para quem tem pouco tempo para explorar arredores de Paris e não quer perder nenhuma das atrações. A van era confortável e o almoço foi muito bom – mas é preciso não se prender muito a horários; parece que atrasos no retorno a Paris são bem comuns, como esse que aconteceu comigo. E também ter em mente que, ao longo do passeio, o tempo é extremamente limitado para as atividades, principalmente em Versalhes – não dá para conhecer de verdade os jardins nem visitar os Trianons, e muito menos ver algo da cidade de Versalhes em si – o que acho que faz diferença, sim, na experiência que se tem no lugar. Para ver ambos destinos por completo e com bastante calma, só indo por conta própria ou com um passeio privativo.

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.