Viajar sozinho: 7 razões para você experimentar

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solo travelSete motivos para quem ainda tem receio em sair por aí em sua própria companhia se jogar nesta deliciosa aventura

 

 

 

 

Viajo sozinha há muitos anos. Não o tempo todo, é claro, porque viajar bem acompanhada é uma delícia também. Mas, de tempos em tempos, seja a trabalho ou a lazer, eu realmente preciso passar um tempo em minha própria companhia – às vezes na minha própria cidade, às vezes em outros destinos já conhecidos, às vezes descobrindo novos lugares. Por mim.

Escrevo sobre o movimento dos solo travelers – pessoas das mais diferentes idades, nacionalidades e estilos que viajam sozinhas mundo fora – também há muito tempo. Perdi a conta de quantos leitores (homens e mulheres) me escreveram felizes da vida para contar como foram suas primeiras viagens solo depois de, de alguma maneira, se inspirarem com algum texto meu – do blog às revistas, jornais e, claro, meus livros (sobretudo o Sozinha Mundo Afora).

Mas também recebo semanalmente mensagens de leitores que gostariam de sair sozinhos por aí mas ainda têm inúmeros medos, preconceitos e outras neuras sobre o assunto. “E se for perigoso? E se eu me sentir sozinho? E se eu não gostar? E se??”. Porque as pessoas viajam sozinhas pelo mundo há muito, muito tempo, pelos mais diferentes motivos, desde a falta de companhia adequada para aquela viagem em questão à necessidade de passar um tempo consigo mesmo.

Se você tem férias para tirar, milhas ou pontos por vencer ou simplesmente uma vontade danada de se aventurar pelo mundo mas não tem companhia para tal empreitada e anda encucado com o fato de sair por aí sozinho pela primeira vez, listo aqui sete motivos para que a minha resposta de sempre para os leitores e amigos (“vá! apenas vá!”) faça todo o sentido para você também 🙂

1. Curiosidade. Sabe aquela coisa  do “como é que você vai saber se solo travel é pra você ou não se nunca tentar”? Eis aí o primeiro bom pretexto para você arrumar sua malinha e sair sozinho por aí: só experimentando, vivenciando você mesmo as situações do dia-a-dia de quem viaja sozinho (e não ouvindo e lendo o que os outros contam) você saberá  como se sente explorando seu país e/ou o mundo sem companhia definida. Como a sua mãe dizia sobre a sua comida na infância, experimentar é o único caminho para saber se você gosta ou não de algo.

2. Liberdade. Parece chavão, mas não é: a liberdade de fazer o que se quer, na hora em que se quer e do jeito que se quer é um  dos grandes prazeres de quem viaja sozinho. Você se torna praticamente um ser anônimo no destino para o qual viaja, com liberdade para ser 100% você o tempo todo, sem julgamentos, interferências ou críticas de ninguém. Para quem está sempre acostumado a consultar o parceiro sobre o que fazer no dia-a-dia, ou a pensar sempre nos filhos em primeiro lugar, por exemplo, é saudavelmente desafiador ter a liberdade de fazer o que bem entender.

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3. Flexibilidade. Quando você viaja sozinho, você é o único dono de seu itinerário e pode fazer com ele o que bem entender. Passar mais ou menos tempo num museu, numa atração ou até mesmo numa cidade será uma decisão só sua, e você poderá sempre mudar de ideia num piscar de olhos, com total flexibilidade. Você pode até decidir NÃO fazer algo que todo mundo considera essencial ao visitar um destino se não estiver a fim. Ou decidir visitar todos os pontos turísticos de novo mesmo que esteja pela segunda ou terceira vez num lugar. Estava tudo planejado para passar uma semana inteira em Londres mas você acordou um dia com vontade de ir pra Oxford ? Tudo bem! Você pode acordar, tomar café e ir pra estação de trens comprar um bilhete para a próxima partida sem neuras, e sem hora exata para voltar. E até mudar completamente de ideia ao chegar lá.

 

4. Auto-conhecimento. Quando estamos acostumados a viajar sempre com a mesma companhia, as viagens acabam ganhando um quê de rotina também  – tem sempre um que fica responsável pelas reservas, outro pelas pesquisas etc. Viajar sozinho é testar seus próprios limites o tempo todo. Ser responsável por todas as decisões e atitudes, 24h por dia, pelo tempo que durar sua viagem, é um grande exercício de auto-conhecimento. E, claro, por mais que a gente se relacione com muitas pessoas no dia-a-dia quando viaja sozinho, esse tipo de viagem é por essência uma experiência introspectiva, que nos dá tempo, entre um passeio e outro, para pensar na vida e ver as situações sob novo prisma cultural. Mudanças em suas prioridades, limites e atitudes a respeito das coisas da vida durante ou depois de uma viagem solo podem surpreender a você mesmo.

5. Poder. Yes, you can! Como já foi dito acima, numa solo trip você é senhor do seu tempo e das suas ações o tempo todo. Rei soberano, seu desejo será sempre uma ordem. Decida onde, como, quando, com quem, de que jeito. E, com tantas decisões, não é de se estranhar que, viajando sozinhas, a maior parte das pessoas se descobre mais  forte, corajosa e capaz  do que julgava ser – a verdadeira noção de poder.

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6. Sociabilidade. Não importa se você é o sujeito mais tímido do universo ou o mais extrovertido: viajar sozinho  é um exercício cotidiano de sociabilidade. Quando não estamos acompanhados, somos muito mais abertos à comunicação com o outro o tempo todo, seja na fila de um museu, num café ou mesmo num banco de praça. Às vezes, somos até forçados a isso, como quando alguém nos pede ajuda ou uma informação no meio da  rua – o que é ótimo para tirar os tímidos da inércia, mesmo que com uma boa dose de mímica para ajudar caso o idioma do interlocutor não seja o mesmo que o seu. Confie em mim: quando a gente viaja sozinho, acaba, invariavelmente, fazendo mais amigos na estrada.

7. Segurança. Esqueça o mito de que viajar sozinho não é seguro como viajar acompanhado. A segurança está nas medidas e precauções que as pessoas tomam e não no fato de estarem ou não viajando com companhia. Moradores locais e outros solo travelers são sempre propensos a ajudar pessoas que viajam sozinhas, seja dando simples conselhos e informações até realmente estender a mão se houver uma eventualidade. Ao contrário do que muita gente pensa, viajar sozinho não tem nada a ver com viajar solitário – no seu hotel/hostel, nas atrações, nos transportes públicos, nos restaurantes e cafés você sempre encontrará pessoas abertas para uma conversa, uma troca de ideias ou informações. E, acredite, a gente sempre conta com mais anjos da guarda numa viagem solo do que podia imaginar.

 

Leia também 7 passos para viajar sozinho.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.