África do Sul: neblina e sossego nas Midlands

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DSC_0169 Fordoun, uma paradinha bem bolada no caminho entre Umngazi e Joburg

 

Deixamos a foz do rio Umngazi numa manhã de chuva fina para começar nossa peregrinação de volta a Joanesburgo, onde concluiríamos a perna oriental da nossa viagem. Mas, por sorte, já tinhamos programado uma parada estratégica na metade do caminho, já que o trajeto todo de uma tacada só seria inviável.

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A viagem foi linda na maior parte dos trechos, como já tinha sido na ida ao Umngazi, mas fiquei surpresa ao ver o loooongo trecho de estrada que pegamos com uma neblina tão densa que mal se via os faróis do carro da frente. Ali que me contaram que alguns trechos das Midlands são famosos pela neblina quase constante e sempre bem espessa (por isso, mais que nunca, olho vivo na estrada, porfaplisss).

As meninas escolheram como nossa base nas Midlands, cercadas por montanhas e vales lindos (já contei sobre as KwaZulu Natal Midlands aqui), o Fordoun, um hotel bacanudo em Nottingham Road que acabou de reformar seus quartos e andou ganhando um monte de prêmios no país por seu spa.

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Foram apenas dois dias por ali, mas foi como dar uma fugidinha de São Paulo a Campos do Jordão , com a geografia sinuosa ao nosso redor – e também pelo friozinho, que chegou a quatro graus em pleno outubro (com direito a lareira acesa e tudo).

O Fordoun, me contaram, é bastante popular para escapadas românticas e girls escape. E foi isso mesmo que vi por lá: os hóspedes eram todos casais num finde romântico (era finde mesmo) e duplas e trios de amigas, irmãs ou mãe e filha buscando relax. O hotel oferece também outras atividades – caminhadas, fly fishing e até mountain bike – mas o tempo estava bem friozinho e com bastante neblina, então só vi mesmo as pessoas no trajeto quarto-spa-restaurante 🙂

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O premiado spa valeu mesmo a visita. Ali você pode usar o rasul (uma espécie de hamman para terapia com argila), uma piscina salina para flutuação, piscina comum coberta, saunas, vichy shower e academia. E o menu de tratamentos pagos à parte também é bem legal – o mais conhecido é “African Earth Experience”, um “wrap” de argila seguido de massagem. O diferencial é que os produtos utilizados no spa do Fordoun foram todos desenvolvidos por eles mesmos, utilizando matéria-prima regional, em parceria com o Dr Elliot Ndlovu (por isso a marca é Ndlovu), um curandeiro tradicional das Midlands (Inyanga e Sangoma, porque é curandeiro medicinal e espiritual) que é também botânico e bastante conhecido nacionalmente (queria entrevistá-lo in loco, mas o cara tava viajando, humpf).

Mas o mais legal sobre o hotel é que se trata de uma propriedade familiar (linda, btw), comprada nos anos 40 e transformada nesse século em hotel, mantendo as construções originais. Apesar do grande número de funcionários do hotel, são mãe e filho, proprietários, que tocam tudo pessoalmente e têm contato com os hóspedes para checar se está tudo bem, tudo lindo.

Passarinhos trabalhando <3

Passarinhos trabalhando <3

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Os quartos têm decor até meio kitsch mas são, em geral, bem, bem, bem espaçosos, com banheiros igualmente grandes (com piso aquecido) e área de trabalho. A maioria conta com uma espécie de varandinha também, com vista para os campos (a família proprietária tem ali também uma fazenda, cavalos etc) ou para as montanhas. .O serviço é bastante bom em geral e o restaurante, o pequeno Skye Bistro, de vibe fine dining, serve café da manhã (incluído) e também almoço e jantar – jantamos ali na noite de nossa chegada e a comida era mesmo bem boa.

FordounFordoun

Paradinha perfeita antes de voltar à capital 😉

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.