Galápagos em hotel: Finch Bay

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DSC_0191 Como foi a experiência de passar uma semana no arquipélago de Galápagos com base em um hotel em frente à praia

 

 

Vocês já acompanharam por aqui, em outubro do ano passado, a delícia que foi realizar o sonho de infãncia de visitar o arquipélago de Galápagos, no Equador, numa viagem linda (embora curtinha), a bordo do navio La Pinta (dá pra ler sobre a experiência no cruzeiro aqui).

Finalzinho de novembro/começo de dezembro últimos, tive o imenso prazer de voltar, agora a trabalho, a essas ilhas incríveis que seduziram Darwin – mas de um jeitinho diferente: tendo como base um hotel em uma das ilhas ao invés dos tradicionais cruzeiros galapagueños.

Finch Bay Galápagos

Fiquei hospedada no Finch Bay Hotel e, ao longo de uma semana, procurei fazer passeios diferentes dos que havia feito anteriormente para cobrir uma parte maior do arquipélago.  O hotel é pequeno, com menos de 30 quartos no total (6 ocean view e 21 garden view) mas ocupa uma propriedade grande na parte sul da ilha de Santa Cruz, praticamente em frente à cidadezinha de Puerto Ayora, a maior do arquipélago.

Galápagos

O Finch Bay é o mais antigo hotel upscale do arquipélago (recentemente, outras propriedades legais abriram também suas portas por lá, do estilo glamping a uma propriedade bacanuda da Leading que chega em Santa Cruz em 2014) e andou abocanhando vários prêmios de sustentabilidade (inclusive o World Travel Awards deste ano, como o hotel mais “verde” da América do Sul, pela segunda vez).

Excursões entre leões marinhos...

Excursões entre leões marinhos…

 

... e iguanas, cactos gigantes, aves mil

… e iguanas, cactos gigantes, aves mil

Mas o que me chamou mais atenção desde antes de viajar para lá é que o Finch é o único hotel de Galápagos (ao menos por enquanto) que conta com seus próprios iates para os passeios diários com seus hóspedes. É nas duas unidades que possui (para até 20 passageiros cada) que o hotel realiza os day tours que,  assim como as 3 refeições. estão incluídos em seus pacotes de hospedagem.

O programa diário é viajar num dos dois iates do hotel...

O programa diário é viajar num dos dois iates do hotel…

 

... e explorar o destino mais de perto através de caminhadas, snorkelling e passeios em botes

… e explorar o destino mais de perto através de caminhadas, snorkelling e passeios em botes

A gente chega ao hotel do jeito que a imensa maioria dos turistas que visita o arquipélago chega a Galapagos: um voo desde Quito (conexão em Guayaquil) até o aeroporto de Baltra (GPS), toma o bus obrigatório (e velhote) para sair do aeroporto até o canal Itabaca, cruza o canal em dois minutinhos até Santa Cruz (num barco local pequenininho, passageiros embaixo e malas em cima) e dali toma o ônibus/van/carro do hotel até Puerto Ayora (de Puerto Ayora ainda rolam outros dois minutinhos de travessia marítima e uma caminhada de pouco menos de 10 minutos; mas eles que se encarregam de sua bagagem, é claro).

O transporte local que leva todo turista do aeroporto insular à Santa Cruz

O transporte local que leva todo turista do aeroporto insular a Santa Cruz

 

GalápagosO legal é que, durante o trajeto de Itabaca até Puerto Ayora, que dá 1h e pouco de carro, já rola o primeiro tour pros hóspedes do Finch que estão chegando: visitamos uma das chamadas “galapagueras” (uma propriedade de preservação das imensas tartarugas da ilha) e os curiosíssimos túneis de lava vulcânica, dentro dos quais é possível caminhar e observar os curiosos caminhos e rastros deixados pela lava que passou por ali há muito tempo.

Túneis formados por lava vulcânica...

Túneis formados por lava vulcânica…

 

... e as famosas tartarugas de Galápagos são passeios dos hóspedes antes mesmo de fazer check in no hotel

… e as famosas tartarugas de Galápagos são passeios dos hóspedes antes mesmo de fazer check in no hotel

Os quartos são simples (e nada de TV) mas espaçosos e confortáveis, com fartura em armários e banheiro grande. Todos eles contam com uma varandinha com rede e podem ter vista ao jardim interno (os mais antigos, como o meu) ou ao mar (os mais novos e modernex). Na casa principal, ponto de encontro dos hóspedes, fica o restaurante (estilo buffet no café da manhã e ótimo à la carte de 3 passos à noite), bar, sala de TV, sala de computadores (uso livre dos hóspedes), bar e piscina –  e wifi grátis (apesar de um pouco inconstante). Os  garçons são simpáticos (um deles, o César, até fala português) e as meninas da recepção também.

Finch Bay Galápagos

Na ducha, amenidades L´Occitane

Finch Bay Galápagos

Se liga em quem resolveu aparecer na piscina :P

Se liga em quem resolveu aparecer na piscina 😛

 

 

As poltronas mais queridas do lobby

As poltronas mais queridas do lobby

 

As passarelas que ligam a área comum aos quartos

As passarelas que ligam a área comum aos quartos

 

A prainha do hotel

A prainha do hotel

 

Um dos pratos caprichados do jantar à la carte (cujo menu mudava todos os dias)

Um dos pratos caprichados do jantar à la carte (cujo menu mudava todos os dias)

 

Finch Bay GalápagosOs dias começavam (bem) cedo, com a saída para o passeio, já de café tomado, entre 7 e 7h45 da manhã, dependendo do local a ser visitado. Dali embarcávamos num dos barcos do hotel (por duas vezes, para visitar ilhas mais longínquas, o trajeto envolveu ônibus + barco) e passávamos o dia todo em excursão, voltando entre 17 e 18h. Ao contrário do navio, os guias interagem bem pouco com os hóspedes mas são pacientes nas explicações durante todos os passeios – inclusive com as crianças, que costumam fazer perguntas sem parar 😉 O almoço acontece sempre no barco, durante a excursão, num mini buffet com saladas, uma opção de carne, arroz, legumes e sobremesa. No almoço no barco, sucos frescos ou chá gelado também estão incluídos (no jantar no hotel, à exceção de água, todas as bebidas são pagas à parte)

GalápagosFinch Bay Galápagos

Golfinhos nos acompanhando num dos passeios <3

Golfinhos nos acompanhando num dos passeios <3

 

 

 GalápagosGalápagosAlém do passeio pelas chamadas “highlands” de Santa Cruz no dia da chegada (cheguei junto com dois casais americanos – um deles com um pré-adolescente – e um casal alemão), visitamos as ilhas de Bartolomé,  Plaza e San Cristóbal nos dias subsequentes. Além das caminhadas para exploração das ilhas, em todos os dias tinhamos tempo para snorkel em algum lugar onde o barco ancorava (máscaras e pés de pato emprestados gratuitamente, wetsuits alugados por quem quisesse – eu levei o meu do Brasil pois já sabia o quão gélidas as águas de Galápagos podem ser). A visibilidade não foi das melhores – encontramos o mar mexido e com águas mais turvas a maior parte do tempo – mas tivemos o prazer de nadar com leões marinhos, tartarugas imensas, arraias, tubarões (whitetip) e até um adorável pinguim, além de peixes e estrelas do mar aos montes.

Snorkelling time! :)

Snorkelling time! 🙂

 

GalápagosEm geral, os hóspedes deixam o hotel às quartas ou aos domingos (há pacotinhos de 3 a 7 noites no hotel) e nesse dias não são oferecidos os passeios em barco. Como eu e um casal de alemães deixamos a ilha numa segunda, tivemos o domingo “livre” – o que foi muito bom também, assim tive mais tempo de explorar a fofa Puerto Ayora ali ao lado (para comprar souvenirs, visitar o mercado de peixes, comer lagosta fresquinha nas barracas, curtir vida noturna etc); o cânion com água no qual locais fazem snorkel ou mergulham tipo “clavadistas” mexicanos Las Grietas, que fica a uns 15 minutos de caminhada do hotel; ou simplesmente curtir a praia em frente, também bastante frequentada pelos moradores locais aos domingos.

O píer de todo dia para os hóspedes do hotel - e ainda dá pra sair em caiaque nos períodos livres

O píer de todo dia para os hóspedes do hotel – e ainda dá pra sair em caiaque nos períodos livres

 

Finch Bay GalápagosO Finch tem sua própria estação de tratamento de água e já usa painéis solares, dentre outras práticas “eco” da hotelaria contemporânea, e também possuem sua própria horta para produzir vegetais e frutas orgânicos, ervas e outros produtos mais difíceis de se conseguir frescos em Galápagos pelo próprio aislamento do arquipélago (e só consomem produtos locais)

As informações gerais de preços, pacotinhos e condições do hotel dá pra ver aqui.

Em tempo: como os passeios são sempre feitos em grupo e as refeições ao longo do dia também (só o jantar que tem uma vibe mais romântica), tremenda opção também para solo travelers – sem contar que o arquipélago é seguro até dizer chega.

 

 

Ainda esta semana vou publicar um material comparativo para ajudar quem viaja para lá a escolher entre fazer Galápagos em hotel ou em cruzeiro, aguardem 😉
As dicas do tipo “para quando você for” da viagem do ano passado você pode ler AQUI.

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.