Novidades de Paris

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O que vi e fiz de mais legal nesta viagem a Paris

 

 

 

Foi só eu desembarcar em Paris na segunda quinzena de abril e postar a primeira foto da cidade para um monte de gente me mandar mensagens do tipo “como está tudo aí?”, “está se sentindo segura?”, “o clima está tenso?”. Eu estava desembarcando no dia seguinte do primeiro turno das eleições presidenciais francesas e poucos dias antes um atentado contra policiais na Champs-Elysees tinha sido largamente noticiado pela imprensa internacional. Mas encontrei a cidade tão linda, gostosa e pacata quanto em qualquer uma de minhas visitas anteriores. Nem os ânimos da polaridade do segundo turno das eleições estavam exaltados nas ruas.

Fiquei inicialmente dois dias na cidade, como parte de um convite do turismo francês e da Air France que incluía também os três dias passados na Disneyland Paris, para celebrar seus 25 anos. Nestes dois dias em Paris a trabalho, fiquei hospedada no Hotel California, um quatro estrelas ok e com bom buffet de café da manhã a uma quadra da Champs-Elysees.

O quarto em que fiquei no Hotel Califórnia

No programa da viagem, tomamos o brunch do Angelina, visitamos o novo lounge para brasileiros e a mostra africana das Galeries Lafayette, conferimos em primeira mão a nova (e excelente!) exposição África da sempre incrível Fundação Louis Vuitton e assistimos ao show do cabaré Paradis Latin (sobre o qual já contei aqui). Das refeições, a melhor foi sem dúvidas o jantar no bistrô Aux Lyonnais, de Alain Ducasse – ambiente deliciosamente simpático, casa super cheia em plena terça-feira e comida bem saborosa (de prato principal, pedi a feinha-mas-gostosa quenelle, o bolinho de peixe e ovos batidos que é especialidade da casa).

Brunch do Angelina na chegada

O novo lounge para brasileiros…

… e a bela mostra africana das Galeries Lafayette

Parte da excelente exposição Africa na Fundação Louis Vuitton

A comida simples mas deliciosa do Aux Lyonnais

O gran finale do show do Paradis Latin

Dos passeios, o mais legal foi sem dúvidas conhecer o novo Museu do Perfume (14,50 euros), instalado na antiga Maison Christian-Lacroix, em plena Faubourg Saint-Honoré.  Organizado, com bela curadoria e extremamente interativo, o museu não está atrelado a nenhuma marca e divide seu tour em diferentes andares e diferentes partes: a história do perfume, a imersão sensorial e a arte do perfumista. Fazendo uso de incrivelmente bem sucedidas tecnologias de mapeamento em vídeo e dispostivos olfativos, o museu mostra a história dos perfumes desde o tempo dos faraós e leva o visitante a salas extremamente criativas, cheias de odores liberados através dos mais inesperados dispositivos. Algumas salas forem extremamente surpreendentes, inclusive mesclando odores com música – só experimentando mesmo para entender.

Uma das salas mais incríveis do novo Museu do Perfume, totalmente multi-sensorial

Terminada a viagem a trabalho, fiquei mais de dez dias na cidade hospedada pela primeira vez num imóvel alugado através do Airbnb, numa experiência realmente bem legal. Nestes dias, andei muito pelos meus lugares favoritos, visitei os amigos da cidade, revisitei os museus mais queridos e também fui atrás de algumas pautas e novidades.

Na gastronomia, as experiências foram fartas e deliciosas. Provei alguns cafés descolados do novo e ótimo Les Halles, como o divertido ZA, que tem decoração de Philippe Starck, excelentes mesas comunais e tecnologia de primeira (que leva numa plataforma deslizante o seu pedido diretamente até você). Provei o excelente menu a preço fixo de almoço do restaurante do Le 5 Codet (32 euros entrada, prato principal e sobremesa), um charmosíssimo hotel boutique a poucas quadras da Torre Eiffel, no 7ème, que eu ainda não conhecia – e adorei.

O novo Les Halles

O ambiente descontraído do ZA

A vista incrível dos quartos do Le 5 Codet

Não comi em tantos bistrôs e restaurantes desta vez por dois motivos: acabei comendo algumas vezes na casa de amigos que moram na cidade e, como estava num apartamento, aproveitei para comprar coisas fresquinhas e cozinhar eu mesma um par de vezes. Comi uma ou outra vez em restaurantes pequenininhos, destes simples, com menu do dia, que foram ok – tipo um chamado Page 35 no Marais, de menu de 3 passos a 16 euros.

No quesito alta gastronomia, a melhor refeição foi sem dúvidas o jantar no Le George, do Four Seasons George V Paris, um dos meus restaurantes queridinhos na cidade – e agora estrelado no Michelin. Voltei ali pela terceira vez – mas pela primeira vez para jantar as delícias mediterrâneas (muitas em estilo tapas) do chef Simone Zanoni. O menu é basicamente o mesmo do almoço, mas a atmosfera do restaurante muda muito à noite! Com serviço excelente e vibe chique mas relax, as luzes vão baixando e o volume da música subindo conforme a noite vai avançando no ambiente projetado por Pierre-Yves Rochon.  Delicioso, como sempre – e dá pra ler mais sobre visitas anteriores ao Le George aqui.

A entradinha absolutamente impecável do sempre excelente Le George

Também fui atrás da nova onda do chá da tarde na cidade, que está fazendo a cabeça dos parisienses: não apenas grupos de amigas mas casais e famílias inteiras estão se reunindo nos hotéis de luxo da cidade para  “le teatime” nos finais de tarde. A ideia é hoje reinventar o clássico high tea londrino com a criatividade e inovação dos chefs franceses – e doces surrealmente lindos. Os chás mais gostosos que eu experimentei foram o irretocável “George V high tea à la française” do Le Galerie do Four Seasons George V Paris e o imenso buffet de doces tipicamente franceses da “L’heure du gôuter” do Shangri-la, Paris – ambos não apenas com quitutes deliciosos mas também com ambiente e serviço primorosos.  Para os dois, reservas são obrigatórias.

O high tea irretocável da Le Galerie do Four Seasons George V Paris

E parte das delícias francesas do buffet do Shangri-la Paris

Mais descontraída, outra opção para o chá da tarde que eu gostei é a oferecida pelo Le Royal Monceau, parte da luxuosa Leading Hotels of the World, com uma carta de chás, cafés, chocolates quentes e gourmandises by Pierre Hermé à disposição dos hóspedes e clientes todas as tardes no charmoso bar do hotel.

Delícias by Pierre Hermé no Le Royal Monceau

E, para terminar, dos (muitos) bares provados e revisitados nesta viagem, faço três ressalvas. Primeiro, a ótima carta de Martinis do Le Fumoir – uma bela surpresa num bar que não tem nada de especial.  Depois, os drinks e tapas deliciosos do Bar 8 do Mandarin Oriental Paris – o bar tem um ótimo ambiente meio fashionista (sobretudo na happy hour), bela trilha sonora e recomendo muitíssimo investir nos drinks preparados com o exclusivo mel produzido pelo apiário do próprio hotel.  E, last but not least, o incrível Le Bar do hotel La Réserve Paris, que segue sendo provavelmente o mais reservado e sexy bar de Paris – e agora o barman Grégory Rasser cria coquetéis exclusivos para os clientes que assim desejarem, batizando os mesmos com seus nomes e salvando as receitas para que possam ser degustados novamente numa outra visita.

Drinks feitos com mel do apiário do próprio hotel no Mandarin Oriental Paris

E drinks customizados no ato no Le bar do La Réserve Paris

Para ir embora ao aeroporto Charles de Gaulle, utilizei pela primeira vez os serviços de transfer do França entre Amigos,  uma empresa especializada em receber brasileiros na França. Eles têm um sistema bem legal de assistência aos clientes durante sua estadia, funcionando como uma espécie de concierge para quem assim o desejar. No meu transfer, peguei uma motorista pontual e encantadora que me acompanhou até o guichê da Air France e insistiu que eu fizesse o check in com ela ali para que não houvesse nenhum contra-tempo no meu retorno. Além do serviço de transfer, o França entre Amigos oferece também diversos tours privados em Paris e arredores e tours em outros cantos da França.

 

 

 

 

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About the author

Mari Campos é jornalista formada e especializada em turismo e lifestyle de luxo, e colabora exclusiva e regularmente como freelancer há mais de treze anos com textos e fotos sobre o tema para portais, revistas e jornais no Brasil e em outros oito países. O conteúdo deste post foi elaborado e decidido pela autora tendo como único critério a relevância do assunto para os leitores do MariCampos.com. A menos que esteja escrito explicitamente "post patrocinado" em letras maiúsculas no início do texto do post, não há qualquer tipo de vínculo ou parceria comercial/editorial com as empresas, estabelecimentos e/ou serviços citados no texto nem qualquer tipo de remuneração pelo mesmo.